Especialistas canadense (3C) e britânica (Surrey Sensors) juntam-se para desenvolver novo tipo de sensor minúsculo para detecção de gelo e para coleta de dados atmosféricos, evitando vulnerabilidade à vibração e partículas obstruintes, em 07.06.26
Em post no dia 29 de maio na plataforma online da AIN, o editor-responsável da mídia Charles Alcock repercutiu que a canadense (de Montreal) Certification Center Canada (3C) está colaborando com a startup britânica Surrey Sensors para desenvolver um novo tipo de instrumento de coleta de dados atmosféricos (air data instrument) para aeronaves, que evita as vulnerabilidades dos sensores atuais a fatores como vibração e obstruções do tubo Pitot causadas por gelo, água e detritos.
As parceiras garantiram financiamento do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá e da Innovate UK para produzir protótipos mais avançados da tecnologia nos próximos 18 meses.
O novo sistema combina o microanemômetro de temperatura constante da Surrey Sensors com o sistema de monitoramento de desempenho de fluxo de ar da 3C, baseado em pressão, que detecta a contaminação das asas e rotores por acúmulo de gelo. O sistema pode fornecer aos pilotos alertas em tempo real sobre a necessidade de acionar medidas anti-gelo.
As parceiras pretendem que a tecnologia sirva como um sistema de backup para as principais tomadas de dados atmosféricos (air data ports), que, se bloqueadas, podem gerar valores incorretos de velocidade, ângulo de ataque, derrapagem lateral e altitude. Uma maior precisão nos dados medidos também deve permitir que as tripulações de vôo sejam menos conservadoras no uso de elementos de aquecimento na asa, que consomem muita energia e aumentam o consumo de combustível.
“Estamos fazendo medições usando tanto a pressão quanto a transferência de calor, então não há modo de falha comum entre esses dois parâmetros. Acreditamos que este seja o primeiro sistema [de monitoramento de dados aéreos] com esse nível de redundância dupla”, disse David Birch, diretor de pesquisa da Surrey Sensors, para a AIN.
Sensores minúsculos
O próprio sensor é minúsculo, com apenas um terço de milímetro de diâmetro. Usando a transferência de calor, o sensor mede as variações de temperatura à medida que o ar passa sobre si, de forma semelhante a como os humanos podem usar um dedo umedecido para sentir a direção do vento.
Os engenheiros da Surrey Sensors e da 3C estão agora definindo os materiais que serão usados para a carcaça com isolamento térmico e elétrico que envolve o sensor.
Com alguns testes de vôo em protótipos concluídos, os parceiros ainda estão avaliando fatores como o impacto do fluido de degelo ou colisões com pássaros no sensor.
A 3C elevará o nível de prontidão tecnológica do sistema realizando testes de vôo em condições de formação de gelo conhecidas e em temperaturas variáveis do ar.
O sensor pode ser instalado em asas ou pás de rotores de helicópteros, que até então representavam superfícies difíceis para a instalação de sensores. Em aeronaves, prevê-se a instalação de pelo menos dois sensores, sob Certificados Tipo Suplementares (STC, ou CST), em pontos como asas, estabilizadores horizontais e ao longo da fuselagem.
“Conhecer a margem de estol em todas as fases do vôo é crucial”, comentou Alistair Chapman, diretor de marketing da 3C. “A combinação dessas tecnologias não só abordará ainda mais essa questão de segurança, como também abrirá novas possibilidades para o ambiente de aeronaves de asa rotativa”, complementou Chapman.
Com alguns testes de vôo em protótipos concluídos, os parceiros ainda estão avaliando fatores como o impacto do fluido de degelo ou colisões com pássaros no sensor.
Além de ser implantado em aviões e helicópteros, as parceiras também vislumbram aplicações para o novo sensor em drones e pás de turbinas eólicas.
“Conhecer a margem de estol em todas as fases do vôo é crucial”, comentou Alistair Chapman, diretor de marketing da 3C. “A combinação dessas tecnologias não só abordará ainda mais essa de asa rotativa”. [EL] – c/ fonte
