Transportadoras aéreas do Alasca compartilham preocupações com novos combustíveis de gasolina sem chumbo, em 24.03.25


Como parte da Convenção 2025 da Alaska Air Carriers Association (Associação de Cias. Aéreas do Alasca), representantes do programa EAGLE – Eliminate Aviation Gasoline Lead Emissions (Eliminação de emissões de gasolina da aviação com chumbo) organizaram uma apresentação e sessão de perguntas e respostas. Isso deu chance e abriu espaço para os operadores expressar preocupações sobre a implementação de novos combustíveis sem chumbo em suas frotas.

O Alaska Unleaded Avgas Transition Forum (fórum da transição para gasolina de aviação sem chumbo) foi realizado no dia 27 de fevereiro no hotel Lakefront Anchorage. O fórum se dividiu em duas partes, somente para convidados: uma apresentação da liderança da EAGLE e uma sessão formal de perguntas e respostas. O evento teve como objetivo atualizar os operadores do Alasca e definir expectativas para a transição para o combustível sem chumbo.

O fórum atraiu considerável atenção dos participantes da convenção devido à alta dependência do Alasca de aeronaves motorizadas a pistão. Os pilotos do Alasca utilizam pistas curtas, geralmente não pavimentadas, que exigem aeronaves versáteis como do Super Cub ou ao DC-3 em vez de aviões à turbina maiores que são padrão para a maioria das transportadoras do EUA.

“Sem uma fonte confiável de AvGas, muitos moradores do Alasca perderiam seu único acesso a vários serviços essenciais, incluindo assistência médica, mantimentos e correspondência”, explicou Will Day, diretor executivo da Alaska Air Carriers Association.

A sua dependência em motores a pistão significa que das transportadoras do Alasca são impactadas exclusivamente pelo plano da indústria de mudar a AvGas 100LL em favor de uma fonte de combustível mais sustentável. Embora apoiem o compromisso da aviação de atingir emissões líquidas de carbono zero até 2050, os operadores têm sido muito claros de que uma solução comprovada precisará ser apresentada antes que qualquer tipo de transição possa começar.

“Os operadores de aeronaves do Alasca vêem a iniciativa EAGLE como um esforço proativo de resolução de problemas com o objetivo de encontrar uma substituição segura, confiável e econômica para a 100LL que se torne indisponível”, continuou Day.

Uma operação típica do Alasca parece muito diferente de uma no EUA continental, e os padrões de teste devem refletir isso. Day observou que “em muitos locais remotos, o combustível de aviação é frequentemente armazenado por até um ano em temperaturas que variam de menos 50 a mais de 100 graus. Ele deve ser muito estável”. [EL]