Na onda recente de ocorrências aeronáuticas de aviação de alto perfil e seus efeitos na indústria, líder da NBAA fala sobre segurança de aviação e fatores para incremento da segurança em evento promovido pela entidade, em 31.03.25

Em post no dia 26 na plataforma online da AIN, o editor-sênior da AIN Curt Epstein repercutiu a apresentação de Ed Bolen, presidente e CEO da NBAA, sobre segurança de aviação em evento promovido pela entidade, na edição 2025 da Conferência de Planejadores e Despachantes (SDC – Schedulers & Dispatchers Conference) da NBAA, que aconteceu entre os dias 25 e 27 em New Orleans, no Estado da Luisiana.
Na sessão de abertura da conferência na manhã do dia 25, Bolen abordou a recente onda de acidentes de aviação de alto perfil e seus efeitos na indústria.
“Sabemos que a aviação executiva – toda a aviação – está sob um microscópio agora”, disse Bolen observando a colisão aérea com mortes em Washington, D.C., envolvendo um helicóptero Black Hawk do Exército e um jato regional Bombardier CRJ-700ER (da PSA), no arredor do Aeroporto Washington/Nacional Ronald Reagan (quando o jato preparava-se para pouso). Esse acidente (29/01) juntou-se a outros com fatalidades envolvendo aeronaves da aviação executiva, incluindo um Learjet 35A do transporte particular em pouso em Scottsdale, Arizona (10/02) e um Learjet 55 de uma operadora aeromédica (de matrícula mexicana) decolando na Filadélfia, Pensilvânia (31/01).
“Tudo isso trouxe um foco intenso na aviação, com uma pergunta importante sendo feita sobre nossa indústria: é seguro?”, disse Bolen. Em resposta, o próprio Bolen apontou para o histórico invejável de segurança da aviação: “Imagine que, [de] todos os meios de transporte, aquele que sobe no ar e desce é o caminho mais seguro”. No entanto, Bolen acrescentou: “não basta estar seguro; temos que ser percebidos como seguros”, e para ele, estar seguro não é um destino em si, mas um caminho para a perfeição. Embora reconheça que é uma meta inatingível, Bolen disse que é uma meta pela qual a indústria deve se esforçar “todos os dias, de todas as maneiras”.
Para melhorar a segurança, Bolen apontou dois fatores cruciais.
O primeiro fator trata-se da eliminação da complacência. “Às vezes é fácil apenas fazer o que você está fazendo”, apontou Bolen, falando para a platéia. “Temos que sempre focar em fazer o que estamos fazendo com excelência”, completou Bolen.
O segundo fator é a adoção de uma cultura justa. “Por décadas, temos promovido um sistema de reporte voluntário onde as pessoas podem se apresentar para sua empresa, para nossa indústria, para a FAA e compartilhar suas experiências”, e sabendo que isso não necessariamente viria com punição. “Estamos trabalhando juntos e entendendo como pessoas boas tentando estar seguras estão cometendo erros”, disse Bolen.
Para esse fim, Bolen disse que foi encorajado pela resistência do NTSB à pressão para imputação de culpa imediata no acidente da colisão aérea de Washington e sua insistência em conduzir uma investigação extensiva e completa antes de determinar a causa do acidente. [EL] – c/ fonte