Petrobras assina contratos para obras de ampliação de refino no RJ, incluindo QAv, e acordo com Amazon Brasil anunciam colaboração estratégica para combustíveis de baixo carbono, em 07.10.25
Em matéria no dia 01, a Petrobras anunciou sua celebração com a Amazon Brasil de um Memorando de Entendimento (MoU) para explorar possibilidades de colaboração no avanço de desenvolvimento e implementação de soluções de combustíveis de baixa emissão de carbono em atividades de logística no Brasil.
O MoU estabelece diretrizes para identificar oportunidades que integrem a expertise Petrobras em energia ao compromisso com a descarbonização da Amazon Brasil.
O setor de transportes representa uma oportunidade significativa para redução de carbono através da adoção de combustíveis mais sustentáveis e melhoria da eficiência operacional. O MoU ocorre enquanto empresas de diversos setores aceleram práticas sustentáveis e fortalecem compromissos para apoiar a agenda climática do país, reduzindo emissões de carbono enquanto fomentam o crescimento econômico com operações ambientalmente responsáveis.
“A Petrobras reforça o compromisso de investir em alternativas de descarbonização inovadoras, competitivas e com preços acessíveis. A parceria com a Amazon busca gerar oportunidades relevantes de negócio para ambas as empresas, avançando no caminho da descarbonização e gerando ganhos também para a sociedade e o meio ambiente”, afirmou o diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras, Claudio Schlosser.
A Amazon cofundou e assinou o The Climate Pledge, um compromisso para alcançar emissões líquidas zero de carbono em todas as suas operações até 2040. Descarbonizar sua rede de transporte é fundamental para atingir este objetivo. Por meio do MoU, a Amazon Brasil e a Petrobras avaliarão oportunidades, incluindo:
- desenvolvimento de combustíveis de baixa emissão de carbono certificados pelo ISCC Plus ou equivalente, com preferência por matérias-primas residuais de baixa intensidade de carbono;
- adoção de programas-piloto, onde combustíveis de baixa emissão de carbono podem ser integrados à rede de transporte da Amazon; e,
- implantação de mecanismos baseados no mercado, como sistemas Book and Claim ou Mass Balance, para tornar os combustíveis de baixa emissão de carbono mais acessíveis e econômicos para pequenas e médias empresas que compõem a maioria do setor de logística.
“Este MoU representa um passo importante para alcançarmos nossas emissões líquidas zero de carbono até 2040. Por meio deste, pretendemos desenvolver maneiras inovadoras de avançar em nossas metas climáticas, enquanto avaliamos oportunidades para ajudar o Brasil a descarbonizar sua indústria de transportes”, disse Ricardo Pagani, líder de operações da Amazon Brasil. “Acreditamos que investimentos em matérias-primas de baixo carbono baseadas em resíduos podem permitir que agricultores e cooperativas agrícolas transformem seus resíduos em valiosos recursos energéticos, potencialmente criando empregos no processamento agrícola e na produção de combustíveis. Esta abordagem poderia fortalecer a independência energética do Brasil, reforçando sua posição de liderança na bioeconomia global”, completou Pagani.
À medida que a Amazon expande suas operações no Brasil, com um DNA construído em inovação e excelência operacional, a empresa mantém um foco constante na melhoria da eficiência energética e na descarbonização de sua rede de transporte. Esta abordagem corporativa ajuda a avançar metas ambientais enquanto garante crescimento responsável dos negócios, investindo no futuro e focando no longo prazo.
Petrobras (PETR) assina contratos para ampliação de refino no RJ, incluindo QAv
Em matéria de divulgação no dia 01, a Petrobras informou que concluiu, no dia 03, a assinatura de cinco contratos de serviços para a construção das unidades que compõem o Projeto Refino Boaventura, marco na modernização do parque de refino da companhia.
No total, os contratos totalizam R$ 9,6 bilhões e preveem a construção de duas unidades inéditas em refinarias da Petrobras:
– a Desparafinação por Isomerização por Hidrogênio (HIDW), para produção de lubrificantes de Grupo II; e,
– o Hidrocraqueamento Catalítico (HCC), produtor de Querosene de Aviação (QAv) e diesel S-10.
O projeto propiciará a integração entre a Refinaria Duque de Caxias (REDUC) e o Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí (RJ), ampliando a produção de derivados de maior valor agregado e baixo teor de enxofre, como diesel S-10 e lubrificantes de Grupo II – aumentando a oferta de produtos mais sustentáveis, alinhada à estratégia de transição energética da companhia.
Com o Projeto Refino Boaventura, a Petrobras expandirá significativamente sua capacidade de refino no Estado do Rio de Janeiro, com incremento de:
– 20 mil barris/dia de Querosene de Aviação (QAv);
– 76 mil barris/dia de diesel S-10; e,
– 12 mil barris/dia de lubrificantes Grupo II, que possuem baixo teor de enxofre e melhor desempenho e durabilidade em diversas aplicações automotivas e industriais.
