DECEA ampliando em 2026 e 2027 a cobertura ADS-B para reforço da vigilância aérea na operação offshore de quatro bacias petrolíferas do litoral sudeste brasileiro, em 24.12.25


Em nota no dia 22, o DECEA divulgou a ampliação da cobertura ADS-B (Automatic Dependent Surveillance–Broadcast) sobre as bacias petrolíferas do litoral sudeste brasileiro.

Conforme a nota, “o controle do espaço aéreo brasileiro avança para além do litoral”. Em iniciativa conduzida pelo DECEA, por meio da CISCEA – Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo, o Brasil dá um importante passo na ampliação da cobertura ADS-B sobre as bacias petrolíferas do litoral sudeste.

Viabilizado por um Termo de Licitação Especial (TLE) — o primeiro executado pela CISCEA — o projeto visa aumentar a segurança, a eficiência e a previsibilidade das operações offshore. A iniciativa prevê a implantação de estações ADS-B sobre o espaço aéreo das bacias de Santos, Campos, Campos Sul e Espírito Santo. Estas regiões concentram intenso tráfego aéreo da indústria de óleo e gás, sobretudo vôos de helicópteros entre o continente e as plataformas de exploração de óleo-gás.

O sistema ADS-B permite a transmissão automática de dados como posição, altitude, velocidade e identificação. Isso amplia a consciência situacional dos controladores de tráfego aéreo, inclusive em áreas oceânicas com cobertura radar limitada.

Em 2024, o Ministério da Defesa autorizou o procedimento licitatório para a aquisição do sistema, classificado como Produto Estratégico de Defesa. A medida reconheceu a relevância do projeto para a defesa nacional e para a segurança da navegação aérea.

O projeto contempla quatro (4) bacias petrolíferas, com a instalação de estações em onze (11) plataformas offshore e quatro sítios em terra, o que amplia a área de vigilância. A implantação ocorrerá entre 2026 e 2027, com integração progressiva ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

Com isso, o DECEA ampliará a vigilância em uma região responsável por mais de cem mil voos de helicópteros por ano, conforme dados do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) e concessionárias de aeródromos locais. O objetivo é consolidar um ambiente operacional mais seguro, previsível e alinhado às práticas recomendadas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

Segundo o vice-diretor do DECEA, major-brigadeiro engenheiro Alexandre Arthur Massena Javoski, a ampliação da cobertura ADS-B representa avanço consistente no gerenciamento do tráfego offshore. “São áreas de alta complexidade operacional. A adoção do ADS-B amplia a segurança dos vôos, melhora a capacidade de monitoramento e contribui para operações mais eficientes, alinhadas aos padrões internacionais”, afirmou o major-brigadeiro Massena.

Para os operadores de helicópteros, a ampliação trará ganhos na previsibilidade e gestão do tráfego, com maior disponibilidade de informações de vigilância nos corredores entre continente e plataformas. O aumento da consciência situacional reduz conflitos, melhora o planejamento e amplia a segurança em ambientes de alta densidade e meteorologia variável.

Além do ganho operacional, o projeto estimula a base industrial de defesa e o domínio tecnológico nacional. O uso do TLE permite maior aderência às exigências de defesa, inovação e segurança, e assegura o atendimento às necessidades do SISCEAB.