FAA publica NOTAMs para “situação potencialmente perigosa” na América Central e do Sul – informando problemas de segurança, incluindo interferência e falsificação de sistema GNSS, em 19.01.26
Em post no dia 19 na plataforma online da AIN, o editor-chefe da mídia Matt repercutiu que a FAA emitiu no dia 16 uma série de NOTAM abrangendo uma grande área da América Central e suas Regiões de Informação de Vôo (FIR), alertando para uma “situação potencialmente perigosa nas regiões sobre a água”. Esses NOTAMs são válidos até 17 de março.
“Os operadores do EUA são aconselhados a ter cautela ao operar nas áreas sobre o Oceano Pacífico, na Região de Informação de Vôo do Panamá, devido a atividades militares e interferência no sistema GNSS. Existem riscos potenciais para aeronaves em todas as altitudes, inclusive durante o sobrevoo e nas fases de chegada e partida do vôo”, divulgou a FAA.
Os NOTAMs se aplicam para cias. aéreas do EUA, operadores comerciais, qualquer pessoa que exerça os privilégios de um certificado de piloto da FAA, exceto se estiver operando uma aeronave registrada no EUA para uma cia. aérea estrangeira, e todos os operadores de aeronaves civis registradas no EUA (exceto aquelas operadas por uma cia. aérea estrangeira).
De acordo com o site Safe Airspace, da provedora de serviços de navegação, planejamento de vôo e segurança OpsGroup, Regiões de Informação de Vôo (FIR) abrangidas pelos NOTAM da FAA incluem América Central (MHTG), Panamá (MPZL), Bogotá (SKED), Guayaquil (SEFG), Mazatlán (MMFO), Pacífico Leste não atribuído (XX01) e México (MMFR).
Em um resumo da situação na América Central, a provedora de inteligência de segurança Dyami explicou que os NOTAM pela FAA foram emitidos devido ao “aumento da presença militar do EUA na região, impulsionado pela expansão das operações de combate aos cartéis, pelos interesses estratégicos em torno do Canal do Panamá e pelo aumento da coordenação militar com parceiros regionais”.
O principal motivo para os NOTAMs é o crescente apoio militar dos EUA em ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento), patrulhas marítimas e interdição, que “aumentam a probabilidade de exposição da aviação civil a condições dinâmicas do espaço aéreo e interferência eletromagnética”, segundo a Dyami. Motivações secundárias incluem: “Cartéis como alvos de segurança nacional – a sinalização política permite o uso de ferramentas mais amplas; segurança do Canal do Panamá – os esforços de proteção estratégica elevam a presença militar; e repercussões na Colômbia e no Equador – a intensificação da postura de combate às organizações criminosas transnacionais impacta as FIR”.
Dyami destacou os riscos operacionais, que incluem possível degradação do GNSS (bloqueio e falsificação de sinais de satélites – especialmente da rede GPS), maior probabilidade de alterações de rota e restrições de altitude, maior necessidade de resolução de conflitos civis-militares em tempo real, problemas de viagem, como potenciais interrupções de última hora, e maior visibilidade da segurança.
Os operadores devem estar atentos a mais “NOTAMs e atualizações, alertas ampliados de interferência no GNSS, declarações de política do EUA sobre ações de combate a cartéis, anúncios de segurança do Canal do Panamá, aumento de recursos militares na região e mudanças na postura militar da Colômbia e do Equador”, segundo Dyami. [EL] – c/ fonte
