Operações da aviação executiva global em expansão em 2025, e com perspectivas para um ano 2026 de forte atividade, segundo a Argus, em 08.02.26


Em post no dia 05 na plataforma online da AIN, a editora da revista mensal da mídia Kerry Lynch repercutiu os resultados do Relatório Anual de Aviação Executiva de 2025 da provedora de dados e inteligência, especialista em pesquisa e segurança da aviação, Argus International.

Lynch postou que o mercado de aviação executiva está preparado para um forte 2026, após um ano em que todas as principais regiões do mundo registraram aumentos na atividade de vôos, as carteiras de encomendas dos fabricantes de aeronaves prosperaram, as operações de propriedade compartilhada de aeronaves cresceram e as operações do segmento de transporte público por demanda PART-135 ressurgiram, de acordo com a Argus International.

Ao divulgar seu Relatório Anual de Aviação Executiva de 2025, que destaca seus dados operacionais do TraqPak, a Argus observou que o ano de 2025 começou com otimismo de que o setor finalmente poderia retornar ao crescimento sustentado.

“Ao encerrarmos oficialmente o ano, ficamos nos perguntando se os fortes ganhos que experimentamos ao longo do ano poderão continuar em 2026”, divulgou a Argus. Citando os resultados positivos de 2025, a provedora acrescentou: “O cenário certamente parece promissor para 2026”.

No entanto, a Argus observou que “ainda há muito espaço para crescimento” e prevê que a atividade da aviação executiva na América do Norte resultará em pouco mais de 3,6 milhões de vôos, com um aumento de 1,9% nas operações em 2026.

Em 2025, a atividade da aviação executiva na América do Norte apresentou crescimento anual em 11 dos 12 meses, ie, 91,7% do ano. O único mês que apresentou queda em relação ao ano anterior foi fevereiro, que teve um dia a menos do que fevereiro de 2024, ano bissexto. O mês mais forte na América do Norte nos últimos dois anos foi outubro de 2025.

Em 2025, na América do Norte, a atividade da aviação executiva aumentou 3,4% em número de vôos e 3,5% em horas de vôo. Todas as três categorias operacionais registraram crescimento, com o segmento de propriedade compartilhada liderando com um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior — um ganho de 59.826 vôos. O segmento de transporte público por demanda PART-135 teve um aumento de 3,3%, ou 41.471 vôos, e o segmento do transporte privado PART-91 apresentou um leve aumento de 0,9%, ou 13.520 vôos adicionais.

Da mesma forma, todas as categorias operacionais de aeronaves fecharam o ano (2025) em alta, com as aeronaves médias apresentando o maior aumento, de 4,2%, seguidas pelas aeronaves pequenas com 4%, turboélices com 2,6%, e aeronaves de cabine grande com 1,9%.

Enquanto isso, as operações na Europa aumentaram 0,4%, fechando o ano com oito meses (66,7%) consecutivos de crescimento em relação ao ano anterior. Julho foi o mês de maior movimento dos últimos dois anos, enquanto fevereiro foi o mês de menor movimento operacional.

De fato, todas as regiões globais apresentaram crescimento.

Por região globalmente, a América do Sul liderou o crescimento de atividade com um aumento de 21,4% em relação ao ano anterior. As operações na região aumentaram em 10 dos 12 meses (83,3%), com o Brasil liderando, respondendo por 79,7% de toda a atividade no continente.

No Oriente Médio, onde a atividade cresceu 18,3%, houve crescimento em relação ao ano anterior em todos os 12 meses, com os Emirados Árabes Unidos sendo o país com maior movimento na região.

A atividade de vôos na Oceania aumentou 15,2% no ano passado, com um aumento expressivo de 36,7% em março. A Austrália representou 87,4% do tráfego da região.

A atividade de vôos também apresentou crescimento de dois dígitos na África — 12,3%, com a única queda em relação ao ano anterior registrada em agosto. Cerca de 20% do tráfego foi na África do Sul.

Os vôos aumentaram 3,5% na Ásia, registrando o maior crescimento em seis meses consecutivos em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Índia foi o país com maior atividade, representando 23,5% do total.

Já na América Central, a atividade de vôos cresceu 7,5%, com o México respondendo por 80,1% de todo o tráfego da região. [EL] – c/ fonte