Dados mostram a escala do deslocamento de jatos executivos no Oriente Médio, em meio ao conflito no Irã, em 06.03.26
Em post no dia 05 na plataforma online da AIN, o chefe de editorial da mídia Charles Alcock repercutiu efeitos do conflito no Irã para o tráfego da aviação executiva no Oriente Médio.
Alcock escreveu que, embora a aviação executiva nos países do Golfo permaneça em grande parte paralisada devido ao conflito militar em curso com o Irã, dados da provedora de dados por rastreamento de vôo WingX revelam a extensão em que os padrões de tráfego mudaram desde sexta-feira dia 27 (véspera do início do conflito).
Na semana de 23 de fevereiro a 1º de março, as partidas de jatos executivos em aeroportos da região do Oriente Médio diminuíram 9,7% – de 1.086 na semana anterior para 981 (com redução de 105 partidas).
Os dados divulgados no dia 05 (quinta-feira) mostram que, apesar da queda no tráfego causada pelo início das “hostilidades”, no dia 28 (sábado), 371 aeronaves partiram de aeroportos do Oriente Médio. Muitas delas parecem ter sido transferidas para locais aparentemente mais seguros dentro ou perto da região.
Por exemplo, Omã, através do qual um corredor aéreo parcialmente aberto está sendo usado para alguns vôos de evacuação, registrou um aumento de 220% nas chegadas de jatos executivos entre 27 de fevereiro e 1º de março, enquanto Chipre teve um aumento de 92,9%, seguido pela Grécia (35,3%) e França (14,3%). A Turquia recebeu quase um quarto (25%) dos vôos que saíram da região, embora seus aeroportos tenham registrado 20,5% menos chegadas do que no mesmo período de 2025, o que, segundo a WingX, significa que o país está sofrendo algum impacto negativo do conflito.
“No geral, a queda de 30,8% no total de vôos de saída em comparação com o mesmo período do ano passado ressalta a gravidade do choque na demanda no Oriente Médio”, declarou a WingX.
Às 12:25UTC de terça-feira, o número de jatos executivos parados em aeroportos do Oriente Médio era de 164.
Às 19:15UTC de terça-feira (03), os dados de parqueamento em tempo real da WingX mostravam 164 jatos executivos parados em aeroportos do Oriente Médio, com uma duração média em solo de 4,5 dias.
Às 19:15UTC de quarta-feira (04), o número de aeronaves parqueadas caiu para 140, com um tempo médio de estacionamento de 4,9 dias.
A maioria desses jatos estava em Istambul e Dubai, com outros espalhados pelo Golfo, bem como em Israel e outras cidades turcas.
A International SOS alertou que a interceptação de um míssil balístico iraniano no espaço aéreo turco destacou as ameaças às operações além da zona de guerra principal, com o potencial de desencadear um envolvimento mais amplo dos Estados da OTAN, nos termos do Artigo 5 da organização.
A ExecuJet Middle East informou para a AIN que suas bases de serviços de suporte em aeroportos (FBO) nos aeroportos internacionais de Dubai (OMDB) e Al Maktoum (OMDW) permaneceram operacionais.
“Nossas equipes continuam focadas em apoiar clientes e operadores, enquanto monitoramos de perto a evolução da situação e coordenamos com as autoridades de aviação competentes”, disse uma porta-voz, para emendar: “Temos trabalhado em estreita colaboração com operadores e autoridades para monitorar os desdobramentos e apoiar o planejamento de voos revisado à medida que as operações são retomadas gradualmente. Como parte de nosso planejamento de contingência, continuamos monitorando os avisos de espaço aéreo em tempo real e coordenando rotas alternativas sempre que possível”.
Em um relatório de segurança divulgado na quinta-feira (05), analistas da International SOS informaram que restrições significativas de rotas estão em vigor no espaço aéreo aberto, incluindo Arábia Saudita, Omã, Síria e Azerbaijão. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos estão permitindo alguns deslocamentos por meio de um corredor entre as regiões de informação de vôo dos Emirados e de Muskat (Omã).
Na quinta-feira (05), um drone Shaheed iraniano atingiu o terminal do Aeroporto Internacional de Nakhchivan, no Azerbaijão. De acordo com a Dyami Security Intelligence, a porção sul do espaço aéreo do país ficou fechada por 12 horas.
Segundo Hany Bakr, vice-presidente sênior de segurança aeroportuária e marítima da unidade MedAire da International SOS, pode levar vários meses para resolver o problema das aeronaves retidas na região. Seu colega, o diretor de segurança Adam Lakhani, afirmou que o conflito se intensificou significativamente nas últimas 72 horas, introduzindo novos riscos em torno de locais como Chipre, Líbano, Iraque e Azerbaijão. [EL] – c/ fonte
