No EUA, em 2025, registro de ataques com laser contra aeronaves diminui pelo segundo ano consecutivo, mas ainda com elevado número de ocorrências, em 08.03.26
No EUA, pilotos da aviação reportaram à FAA 10.993 ataques por laser em 2025, uma queda de 14% em relação ao ano anterior (2024), mas ainda um número muito alto.
Em 2025, estes foram os 10 principais Estados com o maior número de relatos de colisões com lasers por pilotos, somando 6.264 ataques (57% do total registrado):
- Califórnia – 1.309
- Texas – 1.100
- Flórida – 654
- Illinois – 620
- Arizona – 574
- Washington – 484
- Tennessee – 431
- Indiana – 370
- New York – 369
- Virginia – 353
A FAA realiza ações de conscientização e treinamento com autoridades policiais locais, estaduais e federais ao longo do ano para combater ataques com laser nas áreas com os maiores índices.
“Os ataques com laser estão diminuindo, graças a uma forte cultura de notificação por parte dos pilotos, que está fornecendo os dados necessários para o engajamento da comunidade e o trabalho com as autoridades policiais locais”, disse Ben Supko, administrador associado interino da organização de segurança e inteligência da FAA. “Mas mesmo um único ataque com laser é demais quando os pilotos têm centenas de vidas em suas mãos”.
No EUA, apontar um laser para uma aeronave é uma séria ameaça à segurança e é um crime federal. Pessoas que apontam lasers para aeronaves estão sujeitas a multas da FAA de até US$ 11.000 por violação. Também podem enfrentar penalidades criminais federais de até cinco anos de prisão e multa de US$ 250.000, além de penalidades estaduais e locais. A FAA incentiva fortemente as pessoas a relatarem colisões com lasers à FAA e às autoridades policiais locais.
Os lasers podem incapacitar os pilotos, muitos dos quais pilotam aviões lotados de passageiros. Pilotos relataram 337 ferimentos desde que a FAA começou a monitorar relatos de colisões com lasers em 2010.
Relatórios detalhados podem ajudar a identificar tendências de localização e horário. [EL]
