Em meio à guerra entre o EUA e Israel contra o Irã, aviação executiva no Oriente Médio mostra alguns sinais de estabilização, com menor impacto proporcionalmente aos vôos em comparação ao transporte comercial, pelos dados de pesquisa WingX Advance, em 13.03.26
Em post no dia 12 na plataforma online da AIN, o chefe-editorial Charles Alcock e a redatora de notícias Charlotte Bailey repercutiram a situação da viação executiva no Oriente Médio em meio ao conflito entre EUA-Israel e o Irã, inciado no dia 28 (fev.), com base nos dados de pesquisa WingX Advance divulgada no dia 12.
Duas semanas após o início da guerra entre o EUA e Israel contra o Irã, a aviação executiva no Oriente Médio mostra alguns sinais de estabilização, de acordo com dados divulgados pelo grupo de análise WingX Advance. Mesmo com a possibilidade ainda muito limitada de vôos partindo dos países do Golfo, que continuam sob ataque de mísseis e drones iranianos, algumas aeronaves conseguiram decolar dos aeroportos da região.
WingX/AIN

Segundo a WingX, a situação para operadores de aeronaves executivas é melhor do que para cias. aéreas regulares, que enfrentam partidas muito abaixo dos níveis do ano anterior e “sem perspectiva de recuperação ao longo da semana”. A WingX também apontou para a ameaça aos custos operacionais representada pelos preços do petróleo, que estão muito elevados e perturbando o mercado de querosene de aviação (JET-A).
Com algumas aeronaves paradas conseguindo se reposicionar, a Turquia se mostrou um ponto focal para o tráfego deslocado na última semana.
A WingX também registrou um aumento nos vôos do Oriente Médio para Grécia, Espanha e Itália, com volumes menores para o Reino Unido, Alemanha e França.
“Globalmente, o mercado de jatos executivos em geral está absorvendo a disrupção com resiliência, embora o impacto negativo do Oriente Médio e da África seja mensurável”, concluiu a WingX em seu relatório recente.
Em um discurso proferido na conferência da Associação Britânica de Aviação Executiva e Geral (BBAA), em Londres, no dia 12, o CEO da WingX, Richard Koe, explicou que, nas 48 horas seguintes ao início do conflito (em 28 de fevereiro), a atividade da aviação executiva em toda a região do Oriente Médio caiu 26%, enquanto as partidas de vôos comerciais regulares diminuíram 52%. Entre os dias 03 e 09 de março, houve quase 100 vôos fretados privados do Oriente Médio para aeroportos na Europa, um volume 19% superior ao do mesmo período do ano anterior.
Desde 03 de março, o número de jatos executivos estacionados em aeroportos do Oriente Médio diminuiu de 164 para 82. No entanto, a WingX estima que o valor total das aeronaves ainda estacionadas em aeroportos afetados pelo conflito seja de cerca de US$ 2,46 bilhões. Dubai, em particular, viu o número de aeronaves executivas estacionadas cair de 51, em 03 de março, para apenas 4, em 11 de março.
De acordo com a WingX, a queda acentuada nas partidas do Oriente Médio na semana que começou em 1º de março estabilizou-se um pouco na semana seguinte. “Isso sugere que a paralisação inicial das aeronaves, impulsionada pelo choque inicial, já passou pela sua fase inicial e que as operadoras estão retomando as atividades com cautela, embora em níveis ainda modestamente abaixo das médias do ano anterior”, concluíram os analistas da empresa. “A questão para a 11ª semana [a partir de 09 de março] é se essa estabilização se manterá ou se um ambiente de conflito prolongado provocará uma segunda queda acentuada”, acrescentaram os analistas.
Entre 27 de fevereiro e 08 de março, mais de 1.500 vôos de jatos executivos partiram de aeroportos do Oriente Médio. Além de destinos fora da região, Omã, Arábia Saudita e Egito representaram volumes significativos das chegadas. [EL] – c/ fonte
