AENA investirá R$ 9,2 bi em 17 aeroportos concessionados dos Blocos SP/MG/MS/PA (11 aeroportos) e Nordeste (6 aeroportos), sendo R$ 5,7 bi em financiamento para investimento (do Bloco SP/MG/MS/PA) bancado pelos investidores BNDES  e Banco Santander, em 21.02.26


Em nota no dia 01 de dezembro, a AENA Brasil anunciou a sua captação de R$ 5,7 bilhões em financiamento para avançar com a modernização e ampliação de 11 dos aeroportos administrados pela concessionária no país constituintes do Bloco SP/MG/MS/PA, sendo:

  1. Congonhas (SBSP), em São Paulo/SP,
  2. Uberlândia (SBUL), em MG
  3. Uberaba (SBUR), em MG
  4. Montes Claros (SBMK), em MG,
  5. Campo Grande (SBSCG), no MS,
  6. Ponta Porã (SBPP), no MS,
  7. Corumbá (SBCR), no MS,
  8. Santarém (SBSN), no PA,
  9. Marabá (SBMA), no PA),
  10. Carajás-Parauapebas (SBCJ), no PA,
  11. Altamira (SBHT), no PA,

Da captação de R$ 5,7 bilhões em financiamento, foram R$ 5,3 bi (93%) com a liquidação da oferta de debêntures, não-conversíveis em ações, e mais R$ 400 milhões com uma linha de financiamento do FINEM, do BNDES.

A emissão das debêntures está dividida em duas séries, com prazo total de 271 meses (22 anos e 7 meses) a partir da data de emissão. Esta oferta tem como investidores o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Banco Santander.

Os recursos captados serão utilizados para os investimentos, principalmente da Fase 1B, da concessão destes 11 aeroportos administrados pela AENA Brasil, incluindo obras de ampliação e modernização, intervenções para aumento de capacidade operacional e melhorias estruturais e de sustentabilidade. Nessa fase, estão os principais investimentos da concessão. O prazo para a conclusão é junho de 2028, no caso do Aeroporto de Congonhas, e junho de 2026, para os demais aeroportos.

O projeto contribuirá para modernização da infraestrutura aeroportuária, ampliação da capacidade de atendimento e atração de mais turistas para as regiões atendidas, com impacto positivo na renda das famílias e na economia local. Além disso, práticas de gestão ambiental serão implementadas para reduzir impactos como emissão de gases poluentes e consumo de água.

O maior volume de investimentos – R$ 2 bilhões – será realizado no Aeroporto de Congonhas, que vai ganhar um novo terminal de passageiros, com mais que o dobro do tamanho atual, passando de 40 mil m² para 105 mil m². O pátio de aeronaves também será ampliado, com melhorias na eficiência operacional. O aeroporto contará com mais pontes de embarque, que passarão de 12 para 19.  Já a área comercial terá mais de 20 mil m².

O financiamento foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto. Por meio de um mecanismo financeiro inovador estruturado pelo BNDES, após a conclusão das obras, a AENA poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo, ao mesmo tempo que permite potencial redução do custo da dívida, elimina totalmente o chamado risco de rolagem e garante o funding (financiamento) de longo prazo do projeto, beneficiando o projeto, os usuários e os investidores.

“Este financiamento representa um marco relevante para a nossa atuação no país. Com esses recursos, vamos avançar em obras e melhorias essenciais, garantindo aeroportos mais modernos, eficientes, seguros e confortáveis. Nosso compromisso é entregar uma infraestrutura que atenda os passageiros e que apoie o crescimento das regiões onde estamos presentes”, afirmou Santiago Yus, diretor-presidente da AENA Brasil.

“Além do volume financeiro relevante, essa operação conta com uma estrutura inovadora, com opção de repricing, em condições específicas, desenvolvidos pelas equipes AENA, BNDES e Santander, muito importante para os retornos adequados de nosso projeto”, ressaltou Rodrigo Rosa, diretor econômico-financeiro (CFO) AENA Brasil.

“Estamos muito satisfeitos com esta parceria firmada com BNDES e Santander nesta que, é agora, a maior estrutura de financiamento para infraestruturas aeroportuárias da história do Brasil. Além de fortalecer e consolidar nossa posição como maior gestor aeroportuário do mundo, cumprimos também um passo importante em nosso plano de investimentos no exterior, que é parte de nossa visão de longo prazo e componente chave de nosso plano estratégico, aprovado por nossos acionistas. Seguimos tendo o Brasil como um país estratégico para o Grupo AENA”, reforçou Ignacio Castejon, CFO (Chief Financial Officer – chefe-financeiro) do Grupo AENA.

 “O apoio do BNDES é resultado da determinação do governo do presidente Lula de ampliar o número de passageiros nos aeroportos do país, garantindo a qualidade do atendimento e o conforto, tendo em vista que o número vem crescendo com a expansão sustentada da economia. Em 2024, os 11 aeroportos movimentaram 27,5 milhões de pessoas, representando 12,8% do total de passageiros nos aeroportos brasileiros”, explicou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“É motivo de grande orgulho para o Santander ter atuado como Assessor Financeiro Exclusivo da AENA e Coordenador Líder dessa captação, em parceria com o BNDES, além de apoiá-los na obtenção do rating AAA (escala nacional) pela Moody’s. A combinação entre as debêntures e o Finem do BNDES, em uma estrutura non-recourse e com um inovador mecanismo de reajuste automático [repricing], garante capital de longo prazo para ampliar, modernizar e tornar mais sustentáveis os 11 aeroportos do bloco SP/MS/PA/MG”, comentou Renato Ejnisman, vice-presidente do Santander Corporate & Investment Banking.

“Esses investimentos de mais de R$ 4 bilhões são uma ótima notícia e vêm se somar a outras iniciativas do governo federal, como o Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC), o programa de debêntures incentivadas e os incentivos fiscais do REID. Junto com o BNDES, estamos empenhados em incentivar o desenvolvimento da aviação brasileira e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Em nota no dia 11 de fevereiro, o Ministério de Portos e Aeroportos divulgou o montante de R$ 9,2 bilhões em investimentos em aeroportos concessionados da rede AENA Brasil, abrangendo o valor de financiamento de R$ 5,7 bi destinado para os 11 aeroportos do Bloco SP/MG/MS/PA anunciado pela operadora aeroportuária-concessionária em dezembro passado.

O montante de R$ 9,2 bilhões em investimentos na rede AENA foi anunciado numa cerimônia no Palácio do Planalto, com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho e do presidente da AENA Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.

O valor total de R$ 9,2 bilhões anunciado refere-se à soma dos investimentos em melhorias físicas e ampliações (CAPEX)) com os custos operacionais obrigatórios para a manutenção da qualidade dos serviços (OPEX) durante o contrato. 

Além dos R$ 5,7 bilhões (62% do total) destinados aos 11 aeroportos do Bloco SP/MG/MS/PA, anunciados em dezembro, a AENA aplicará R$ 3,1 bi (34% do total) nos seis terminais que já administra no Nordeste, em 5 Estados – no Bloco Nordeste, formado pelos aeroportos:
1 – Aracaju (SBAR), em SE,
2 – Maceió (SBMO), em AL,
3 – Recife-Guararapes (SBRE), em PE,
4 – João Pessoa (SBJP), na PB,
5 – Campina Grande (SBKG), na PB, e,
6 – Juazeiro do Norte (SBJU), no CE.

O principal anúncio do ‘pacote’ é o Aeroporto de Congonhas (SBSP), em SP, com investimentos de 2,6 bilhões (45,6% do investimento do Bloco SP/MG/MS/PA e 28,3% do investimento total anunciada pela AENA). O investimento em “Congonhas” contemplará a ampliação do terminal de passageiros, que chegará a 135 mil m², novas pontes de embarque (mais sete “pontes”, para o total de 19 “pontes”), pátios maiores e mais eficientes, além de ampliação na área comercial, com conclusão das obras prevista para junho de 2028.

O Bloco SP/MG/MS/PA foi arrematado em leilão em agosto de 2022. O contrato de concessão foi assinado em março de 2023, com data de eficácia do contrato em 05/06/2023 e término do contrato 05/06/2053 (30 anos). A primeira Fase IA foi encerrada em outubro de 2023 (SBSP, SBCG e SBUL) e novembro de 2023 (demais), a Fase IB (ora em execução) tem encerramento previsto 05/06/2028, com Fase II com início previsto em 06/06/2026.
https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/concessoes/andamento/setima-rodada/bloco-sp-ms-pa-mg

O Bloco Nordeste foi arrematado em leilão em março de 2019. O contrato de concessão foi assinado em setembro de 2019, com data de eficácia do contrato em 09/10/2019 e término do contrato 09/10/2049 (30 anos). A primeira Fase IA foi encerrada em jan. de 2020 (SBJU, SBKG), em março de 2020 (SBRF) e fev. de 2020 (demais), a Fase IB foi encerrada em 09/12/2023, com Fase II iniciada em 10/12/2023.
https://www.gov.br/anac/pt-br/assuntos/concessoes/aeroportos-concedidos/bloco-nordeste

Com obras já em andamento, o grupo de aeroportos que, hoje, consegue movimentar 29 milhões de passageiros por ano, será capaz de movimentar mais de 40 milhões com os investimentos previstos.

O diretor-presidente da AENA Brasil, Santiago Yus, reforçou o compromisso de longo prazo da companhia espanhola com o país, classificando o momento como um marco histórico. “O futuro do Brasil se constrói com ousadia e parceria. Estamos aqui hoje para formalizar a maior operação de financiamento para infraestrutura aeroportuária da história do país. Graças ao apoio do Governo Federal e do BNDES, damos início a uma nova era para a aviação civil brasileira, ampliando a modernização de 11 aeroportos em quatro estados. Esse investimento demonstra nossa confiança no crescimento do Brasil: recebemos a oportunidade de contribuir para conectar este país consigo mesmo e com o mundo”, finalizou Santiago.