Airbus mira a Índia para impulsionar o crescimento das vendas do ACJ TwoTwenty, considerando o país o mercado de jatos executivos mais forte do sul da Ásia, em 14.05.26


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no dia 11 na plataforma online da AIN por Neelam Mathews repercute a ascensão da aviação executiva da Índia, reflexo da atual força econômica a nível global do país asiático.

Mathews escreveu que a Índia emergiu como um dos principais mercados asiáticos para o ACJ TwoTwenty, versão executiva do jato do transporte comercial A220 (ex-CSeries, da Bombardier), da Airbus Corporate Jets. A fabricante espera que a visibilidade da aeronave aumente no continente após a transportadora AirAsia, com sede na Malásia, encomendar 150 unidades do modelo A220-300, irmão do ACJ, em 06 de maio.

“A ascensão da aviação na Índia é inegável, e a aviação executiva está seguindo a mesma tendência”, disse Chadi Saade, presidente da Airbus Corporate Jets, para a AIN. Saade destacou o número de mais de 200 bilionários na Índia que precisam da capacidade oferecida por jatos executivos tanto para vôos regionais quanto para viagens com múltiplas escalas em rotas populares, como Índia-Reino Unido.

“Nosso ACJ TwoTwenty está criando seu próprio nicho de jatos executivos extragrandes, oferecendo eficiência de nível comercial, uma cabine espaçosa e custos operacionais de 20% a 30% menores do que os jatos executivos tradicionais de grande porte, apesar de ter necessidades de estacionamento semelhantes”, afirmou Saade. “Em aeroportos de grande altitude e com desafios como o de Katmandu [no Nepal], obtemos uma clara vantagem em termos de confiabilidade e desempenho de decolagem”, completou Saade.

Segundo Saade, a Airbus Corporate Jets oferece aos compradores VIP acesso exclusivo a slots de produção pré-alocados, evitando longas filas de espera e permitindo entregas mais rápidas a partir de sua fábrica em Montreal, no Canadá. Três ACJ TwoTwenty já estão em operação no Oriente Médio, e há expectativas de que a primeira entrega na Ásia – de um ACJ que está sendo finalizado – possa ser destinada a um proprietário na Indonésia ou na Malásia.

Outras entregas do ACJ TwoTwenty para a Ásia devem ocorrer em 2027 e 2028, sendo que uma delas deverá ser para a Índia. Por ora, o imposto de importação de 40% e os entraves burocráticos da Índia fazem com que muitos compradores sediados naquele país optem por utilizar registros offshore para seus jatos executivos.

“Na Índia, também estamos observando demanda por serviços de transporte para aeronaves da classe A320/A350 equipadas com assentos de classe executiva para redes hoteleiras, empresas de viagens e equipes esportivas”, Saade explicou. Ele afirmou que o leasing operacional e outros financiamentos com garantia bancária estão prontamente disponíveis no mercado asiático, incluindo a Índia.

As deficiências de infraestrutura, como espaço insuficiente para estacionamento de aeronaves e a falta de FBO (Operadores de serviços logísticos e de suporte de Base Fixa) em aeroportos importantes como Mumbai e Delhi, têm limitado o crescimento da aviação executiva. No entanto, Saade disse para a AIN que os planos para 50 novos aeroportos devem atenuar essas restrições e “desbloquear o crescimento”.

Atualmente, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e outros funcionários viajam em dois Boeing 777-300ER operados pelas Forças Armadas do país. Casos de uso governamental como esse também são um alvo para a equipe de vendas da Airbus Corporate Jets.

A empresa está oferecendo o ACJ TwoTwenty ou o ACJ 319NEO como opção para a Força Aérea Indiana substituir um quarteto de jatos EMBRAER Legacy 600 que estão em serviço há duas décadas. A fabricante ACJ propõe uma configuração de cabine VIP com 19 assentos e afirma poder atender aos requisitos do governo indiano de compensação, que exigem que 30% do conteúdo da aeronave seja de origem indiana, com um pacote eletrônico instalado sob supervisão da Força Aérea. [EL] – c/ fonte