Bond, startup americana de operação de propriedade compartilhada de aeronaves, aumentou seu compromisso com aeronaves Global e Challenger da Bombardier, em um acordo agora avaliado em até US$ 5 bi, e planeja acelerar as entregas em 2027, em 18.04.26
Em post no dia 14 na plataforma online da AIN, Kerry Lynch, editora da revista mensal da mídia, repercutiu que a Bond, startup de operação de propriedade compartilhada de aeronaves, aumentou seu compromisso com aeronaves da Bombardier, em um acordo agora avaliado em até US$ 5 bilhões, e planeja acelerar as entregas em 2027 para atender à demanda, conforme revelado pela empresa no dia 14.
Durante a feira da aviação executiva americana NBAA-BACE em outubro de 2025, a Bond anunciou planos para lançar um modelo de propriedade compartilhada utilizando uma frota de 50 aeronaves Bombardier Global 6500 e Challenger 3500, sob um pedido firme de US$ 1,7 bilhões que incluía opções para até 70 aeronaves adicionais, o que poderia elevar o valor do negócio para US$ 4 bi. Esse acordo incluía serviços abrangentes para as aeronaves.
Em um comunicado divulgado na manhã do dia 14, a Bond anunciou ter atingido uma demanda superior à oferta nos primeiros três meses e expandiu esse compromisso com pedidos firmes adicionais para quatro (4) aeronaves Global e o exercício de 24 de suas opções existentes para o Global 8000 — com flexibilidade para convertê-las em Global 6500.
Apoiada por uma série de investidores, incluindo a KKR (empresa líder global em investimentos alternativos, atuante em private equity, crédito, infraestrutura, imobiliário, seguros – via Global Atlantic – e mercados de capitais), a Bond está entrando no mercado de propriedade compartilhada de aeronaves com o objetivo de criar um modelo exclusivo e personalizado, especializado em jatos de médio a longo alcance. Isso inclui oferecer menos proprietários por aeronave, uma frota exclusiva para membros, comissários de bordo em todos os vôos e interiores premium.
A Bond não detalhou os planos para as entregas iniciais aceleradas, mas confirmou o início das operações no começo de 2027. Para viabilizar isso, a KKR aumentou a linha de crédito da Bond para US$ 290 milhões, e a empresa também captou US$ 150 milhões em capital próprio por meio de seu programa de membros fundadores.
“O bom momento inicial da Bond reflete a clara necessidade que ela está atendendo no mercado”, disse Daniel Pietrzak, sócio e chefe global de crédito privado da KKR.
“Nossos membros fundadores não são investidores passivos. Eles co-investiram na empresa porque acreditam que esse modelo deve existir”, disse o fundador da Bond, Bill Papariella. “Quando alguns dos empreendedores, investidores e artistas mais prolíficos da atualidade investem capital na operadora, e não apenas na aeronave, isso demonstra o quão negligenciado tem sido o segmento premium deste mercado”, completou Papariella. [EL] – c/ fonte
