CGNA realiza treinamento com simulação STA para o projeto da Nova Terminal Belo Horizonte, criando procedimentos de navegação aérea, de chegada (STAR) e saída (SID) na Área de Controle Terminal (TMA), com rotas mais diretas, com implementação prevista para novembro, em 09.03.26


Em nota no dia 09, o DECEA divulgou que a sua unidade CGNA (Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea) realizou, no período de 02 a 06 de março, na UniAzul (campus da Azul), em Campinas (SP), um treinamento de Simulação em Tempo Acelerado (STA) do projeto da Nova Terminal Belo Horizonte.

Representantes do Subdepartamento de Operações do DECEA, do Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA-I), do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Confins (DTCEA-CF) e das empresas aéreas, Azul, LATAM e Gol utilizaram ferramentas e softwares para modelagem e validação do novo cenário proposto da Terminal de Controle de Aproximação de Belo Horizonte, com o objetivo de mensurar a redução no consumo de combustível e as emissões de CO₂ na atmosfera.

O gerente de Simulação do projeto TMA-BH, tenente especialista em controle de tráfego aéreo Eduardo Henrique Verissimo dos Santos, destacou a importância do treinamento. “Os resultados das simulações mostraram que a nova setorização da Terminal e os novos procedimentos desenhados proporcionam uma melhor gestão da demanda, visando reduzir as trajetórias voadas, permitir perfis ótimos de subidas e chegadas, além de diminuir o consumo de combustível”, afirmou o oficial.

Em resultados simulados nos softwares das empresas aéreas, considerando os pares de cidades mais voados com destino e procedência ao aeroporto de Confins (SBCF), a comparação dos procedimentos em vigor com os novos procedimentos propostos, apresentou redução anual de aproximadamente 88.788.000 MN voadas, tendo como reflexo a redução na queima de cerca de 517.764.000 kg (cerca de 518 mil ton.) de querosene de aviação e emissões de 1.636.134 kg (1.636 ton.) de gás carbônico na atmosfera.

Segundo o tenente Veríssimo, esses dados foram utilizados como indicadores de desempenho, considerando o cenário planejado em comparação com as trajetórias voadas atualmente.

“Além de promover uma gestão do tráfego aéreo mais sustentável por meio de rotas mais diretas, o Projeto TMA-BH proporciona a redução de procedimentos de navegação aérea, com perfis de vôo mais eficientes. A nova estrutura de espaços aéreos e de setorização é fundamental para a implementação desse novo cenário operacional”, falou o tenente Veríssimo.

Como resultado desse esforço multidisciplinar, no dia 26 de novembro de 2026, data prevista de implementação do projeto, serão modificados e criados 26 procedimentos de navegação aérea, com cartas de chegada (STAR) e saída (SID) na Área de Controle Terminal (TMA), para tornar a malha aérea mais eficiente.

Atualmente, os três principais aeródromos da TMA-BH – [1] Tancredo Neves/Confins (SBCF), [2] Pampulha – Carlos Drummond de Andrade (SBBH), e, [3] Base Aérea Lagoa Santa (SBLS) -, com operação IFR, perfazem um conjunto de 41 cartas de saída (SID) e de chegada (STAR), para operação por navegação por satélite (RNAV), exceto três cartas de saída (SID) do tipo OMNI (uma carta por cada aeródromo). O conjunto se compõe de 16 cartas STAR (RNAV) para os aeroportos de Confins e da Pampulha (não havendo procedimentos de chegada para a Base Aérea de Lagoa Santa, apenas procedimentos de aproximação), e 25 cartas SID (sendo 22 cartas SID-RNAV) para os três aeródromos, com 20 cartas para os aeroportos de Confins e da Pampulha (10 cartas cada um) – as quatro cartas SD-RNAV da Base Aérea de Lagoa Santa aproveitando o fixo para Transições de cartas de saída de Confins (a 4,7 MN a NW de SBLS).

    SBBH SBCF SBLS
    SID SID SID
1 1 OMNI RWY 13/31 OMNI RWY 16/34 OMNI RWY 13/31
2 2 RNAV EGUSO 2A RWY 31 RNAV ARPUM 1B RWY 34  
3 3 RNAV GEDAR 2A RWY 13 RNAV DOBTA 1A RWY 16  
4 4 RNAV GEPNA 3A RWY 13 RNAV GEDAD 1B RWY 34  
5 5 RNAV ILROT 3A RWY 13 RNAV IRAXO 2B RWY 34  
6 6 RNAV IVSAM 3A RWY 31 RNAV ISNUV 2A RWY 16 RNAV ISNUV 2A RWY 13/31
7 7 RNAV KIMUS 1A RWY 13 RNAV KUBEX 3A RWY 16 RNAV KUBEX 3A RWY 13/31
8 8 RNAV POPNI 1A RWY 13 RNAV VASIX 1A RWY 16 RNAV VASIX 1A RWY 13/31
9 9 RNAV TIPLI 2A RWY 31 RNAV TORUX 1B RWY 34 RNAV TORUX 2A RWY 13/31
10 10 RNAV UTLIK 1A RWY 13 RNAV TORUX 2A RWY 16  
    STAR STAR  
11 1 RNAV EQUIV 1A RWY 13 RNAV ALONG 1A RWY 16  
12 2 RNAV EQUIV 1B RWY 31 RNAV ALONG 1B RWY 34  
13 3 RNAV OBLEB 1B RWY 31 RNAV ENSIG 1A RWY 16  
14 4 RNAV OBLEB 2A RWY 13 RNAV ENSIG 1B RWY 34  
15 5 RNAV UMDIR 1B RWY 31 RNAV KIMUS 1B RWY 34  
16 6 RNAV UTBID 1A RWY 13 RNAV KUGUT 1A RWY 16  
17 7 RNAV UTBID 1B RWY 31 RNAV SINIX 1A RWY 16  
18 8 RNAV UTNUL 1A RWY 13 RNAV SINIX 1B RWY 34  

O Aeroporto Tancredo Neves/Confins (SBCF) ocupou a 6ª posição no ranking brasileiro de aeroportos por movimentação (pouso/decolagem) de aeronaves em 2025, com 118.272 movimentos, com alta de 3,6% sobre 2024.

A movimentação total é predominantemente da aviação comercial – com 115.249 movimentos, 97% da movimentação total -, com a aviação geral tendo movimentação mínima – de apenas 2.902 movimentos, ou 2% da movimentação total. As três principais rotas são a interligação SBCF-SBSP (Congonhas), SBCF-SBGR (Guarulhos) e SBCF-SBBR (Brasília).

O Aeroporto da Pampulha/Carlos Drummond de Andrade (SBBH) ficou na 14ª posição no ranking, com 62.080 movimentos, com alta de 10,9% sobre 2024. O aeroporto da Pampulha de destaca em nível nacional como aeródromo da aviação geral, seguindo os aeroportos de Jacarepaguá (SBJR), no RJ – na 7ª posição do ranking geral, com 106.318 movimentos, 3,6% do total, com alta de 29%, e  o “Campo de Marte”/São Paulo (SBMT), em SP – na 12ª posição do ranking geral, com 66.781 movimentos, 2,26% do total, com alta sobre 2024 de 14,7%. E à frente dos aeroportos de Jundiaí (SBJD), em SP – na 19ª posição do ranking geral, com 49.301 movimentos, 1,67% do total, com alta sobre 2024 de 24,4% -, Bacacheri/Curitiba (SBBI), no PR – na 24ª posição do ranking geral, com 33.768 movimentos, 1,14% do total, com alta sobre 2024 de 4,8% -, Nacional de Aviação/Goiânia (SBNV), em GO – na 26ª posição do ranking geral, com 26.663 movimentos, 0,90% do total, com alta sobre 2024 de 15,6% -, e Catarina Executivo SP (SBJH), em São Roque/SP – na 28ª posição do ranking geral, com 25.662 movimentos, 0,87% do total, com alta sobre 2024 de 52,4%.

Entre os maiores movimentos da aviação geral em aeródromos, na Pampulha em 2025 foram  com 59.354 movimentos (95,6% da movimentação total de 62.080 movimentos), com alta sobre 2024 de 11%, atrás de –
– Jacarepaguá (SBJR), no RJ – com 102.371 movimentos (96,3% da movimentação total do aeródromo de 106.318 movimentos), com alta de 34%, e,– “Campo de Marte”/São Paulo (SBMT), em SP – com 60.332 movimentos (90,3% da movimentação total do aeródromo de 66.781 movimentos), com alta sobre 2024 de 17% -, e à frente de –
– Jundiaí (SBJD), em SP – com 48.187 movimentos (97,7% da movimentação total do aeródromo de 49.301 movimentos), com alta sobre 2024 de 27%,
– Brasília (SBBR), no DF – com 31.838 movimentos (20,3% da movimentação total do aeródromo de 157.135 movimentos), com alta sobre 2024 de 8%,
– Bacacheri/Curitiba (SBBI), no PR – com 28.835 movimentos (85,4% da movimentação total do aeródromo de 33.768 movimentos), com alta sobre 2024 de 5%,
– Santa Genoveva/Goiânia (SBGO), em GO – com 28.685 movimentos (49,7% da movimentação total do aeródromo de 57.685 movimentos), com alta sobre 2024 de 2%,
– Congonhas (SBSP), em SP – com 27.271 movimentos (12,7% da movimentação total do aeródromo), com redução sobre 2024 de 40%, e,
– Nacional de Aviação/Goiânia (SBNV), em GO – com 26.574 movimentos (99,7% da movimentação total do aeródromo de 26.663 movimentos), com alta sobre 2024 de 16%.