Choques nos preços da energia causados ​​pela guerra no Irã, em 22.03.26


Artigo da agência de notícias Bloomberg no dia 22 repercute os choques dos preços de energia causados pela guerra no Irã. À medida que a guerra entre o EUA e Israel contra o Irã entra em sua quarta semana, um “abalo sísmico” nos preços da energia está abalando a economia mundial e crescem os indícios de que os efeitos serão sentidos nos próximos anos.

O fechamento do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros e os ataques a instalações de energia em todo o Golfo estão restringindo o fornecimento e elevando os preços de importantes commodities globais. Tudo, desde passagens aéreas até o plástico usado para fabricar brinquedos populares, está ficando, ou ficará, cada vez mais caro.

O artigo exemplifica os efeitos para a aviação, com a tendência de alta das passagens, principalmente na Ásia, já que a queda na produção de petróleo bruto no Golfo Pérsico priva as refinarias da matéria-prima necessária para a fabricação de querosene de aviação (JET-A). Em Singapura, o preço do combustível atingiu o maior patamar em quase duas décadas.
O artigo também aborda o preço do petróleo bruto e a sua alta acentuadamente, mas não uniforme. Os ganhos de preço do WTI, referência no EUA, ficaram atrás dos de seu rival internacional, o Brent, que está muito mais exposto às perturbações. O desconto do WTI em relação ao Brent atingiu o maior nível desde 2014, pouco antes do EUA legalizarem as exportações de petróleo bruto.
Em dia marcado por alta volatilidade, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 20, com o Brent acumulando ganho semanal de cerca de 9%. Investidores ‘digeriram’ novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e estratégias para reabrir o Estreito de Ormuz, além de ponderar as possíveis consequências econômicas globais do conflito.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para maio subiu 3,26% (US$ 3,54), a US$ 112,19 o barril (o maior valor desde julho de 2022).

Negociado na New York Mercantile Exchange (NYMEX), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 1,91% (US$ 1,78), a US$ 94,74 o barril.

O petróleo do EUA WTI – West Texas Intermediate para abril, que expiraram nesta sexta-feira, fecharam com alta de 2,27%, ou US$ 2,18, a US$ 98,32. Na semana, o WTI recuou 4,02% e o Brent subiu 8,77%.

Os futuros do petróleo do segundo mês dos EUA, mais ativamente negociados, fecharam com alta de 2,8%, a US$ 98,23

O Brent ganhou cerca de 8,8% na semana, enquanto o WTI do primeiro mês caiu cerca de 0,4% em comparação com o fechamento da última sexta-feira; o desconto do WTI em relação ao Brent atingiu seu maior valor em 11 anos na quarta-feira (18).

O banco UBS aumentou suas previsões de preços da commodity para o curto prazo, em US$ 14, para US$ 86 o barril este ano. Para 2027, o banco aumentou a estimativa em US$ 10, a US$ 80 por barril – na suposição de que o conflito continua por mais 2-3 semanas e que os fluxos pelo Estreito de Ormuz permanecem severamente reduzidos.