Cias aéreas suspendem vôos para Oriente Médio após ataques do EUA e Israel contra o Irã, em 28.02.26

Fonte/Reuters – 28/02/2026
Companhias aéreas globais suspenderam vôos em ⁠todo o Oriente Médio neste sábado (28), após o Estados Unidos ⁠e Israel lançarem ataques contra o Irã, mergulhando a região em um novo ‌confronto militar.

Mapas de rastreamento dos vôos mostraram o espaço aéreo sobre o Irã, Iraque, Kuwait, Israel e Bahrein praticamente vazio, enquanto Israel afirmava ter atacado o Irã e os militares do ‌EUA iniciavam uma série de ataques contra alvos no país. O Irã retaliou com uma salva de mísseis.

As cias. aéreas cancelaram quase 40% dos vôos para Israel e 6,7% dos vôos para a região em geral neste sábado, de acordo com dados preliminares da Cirium.

Testemunhas relataram à Reuters explosões em todo o Golfo, incluindo em Doha, no Catar, que abriga a ⁠maior ‌base militar do EUA no Oriente Médio, bem como em Abu Dhabi e Dubai, nos ⁠Emirados Árabes Unidos.

A escalada diminuiu as esperanças de uma solução diplomática para a disputa nuclear de Teerã com o Ocidente e reacendeu o conflito após semanas de reforço militar dos EUA na região.

Isso representa a mais recente perturbação para o tráfego aéreo na região, geralmente movimentada, em meio à escalada das tensões. Os aeroportos do ​Oriente Médio estão entre os mais movimentados do mundo, abrangendo uma área que se estende do Irã e Iraque ao Mediterrâneo e servindo como um centro de conexões ​para vôos entre a Europa e a Ásia.

A região também assumiu um papel mais importante desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o que obrigou as companhias aéreas a evitarem o espaço aéreo sobre ambos os países.

Zonas de conflito representam um fardo operacional crescente para as cias. aéreas, já que os ataques aéreos aumentam ‌as preocupações com a possibilidade de abates acidentais ou deliberados ​de aeronaves comerciais.

Tempos de vôo mais longos também exigem mais combustível, aumentando seus custos.

Israel, Irã, Iraque, Bahrein, Catar, Kuwait e Jordânia fecharam seu espaço aéreo após os ataques, e um mapa da região no Flightradar24 mostrou ⁠aviões evitando essas áreas.

O espaço aéreo ​sobre o Irã, Iraque, ​Kuwait e Jordânia foi esvaziado.

A EASA, órgão regulador da aviação da União Européa, recomendou no sábado (28) que suas companhias ⁠aéreas evitem o espaço aéreo afetado pela intervenção ​militar em curso.

A British Airways, pertencente ao grupo IAG, informou que está monitorando a situação e cancelou vôos para Tel Aviv e Bahrein até 03 de março, bem como os vôos de sábado (28) ​para Amã.

O Ministério dos Transportes da Rússia informou no sábado (28) que as cias. aéreas russas suspenderam vôos para o Irã e Israel.

A Lufthansa, da Alemanha, ​anunciou a suspensão dos vôos ⁠de e para Dubai no sábado (28) e domingo (01), além da interrupção temporária das rotas para Tel Aviv, Beirute e Omã ⁠até 07 de março. A Air France cancelou vôos de e para Tel Aviv e Beirute.

A Iberia também cancelou vôos para Tel Aviv, enquanto a Wizz Air suspendeu vôos de e para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã com efeito imediato até a mesma data, informou a companhia.

Passageiros e companhias aéreas podem esperar que o espaço aéreo na região permaneça fechado por algum ​tempo.

Países do Golfo Pérsico fecham espaço aéreo após Irã atacar bases do EUA
Ampliação do conflito armado em uma das regiões de tráfego aéreo mais movimentadas do mundo ameaça desorganizar as rotas de algumas das maiores companhias internacionais
Fonte: Bloomberg/InfoMoney – 28/02/2026
Países do Golfo Pérsico fecharam seus espaços aéreos depois que o Irã mirou bases do Estados Unidos em toda a península, em retaliação aos ataques contra Teerã mais cedo neste sábado (28).

A autoridade de aviação civil do Catar informou que o espaço aéreo do país foi temporariamente fechado, interrompendo na prática as operações da Qatar Airways, uma das maiores companhias aéreas internacionais.

Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait, que estiveram entre os países alvo dos ataques, também fecharam seus espaços aéreos em reação aos disparos de mísseis do Irã. A maioria das companhias suspendeu vôos para o Golfo, incluindo hubs como Dubai – base da Emirates -, e empresas aéreas da Índia também reduziram seus serviços.

O órgão regulador de aviação da Europa, a EASA, emitiu um chamado Boletim de Informações de Zona de Conflito (Conflict Zone Information Bulletin), alertando as cias. aéreas para que tomem extrema cautela na região em meio à intervenção militar e às ações de retaliação. Aeronaves não devem “operar dentro do espaço aéreo afetado em quaisquer níveis e altitudes de vôo”, divulgou a EASA no comunicado. “Diante da situação atual e dos desdobramentos esperados, há um risco elevado para a aviação civil no espaço aéreo afetado”, afirmou ainda o órgão.

A ampliação do conflito armado em uma das regiões de tráfego aéreo mais movimentadas do mundo ameaça desorganizar as rotas de algumas das maiores companhias internacionais. O Oriente Médio fica no cruzamento de uma importante rota que conecta o tráfego entre Leste e Oeste, e países como Iraque, Omã e Bahrein também fecharam seus espaços aéreos depois que Israel e os EUA iniciaram sua campanha no sábado (28).

Entre as companhias que suspenderam vôos para a região estão a Turkish Airlines, a Lufthansa e as principais empresas indianas, como Indigo e Air India. Algumas foram obrigadas a interromper vôos já em andamento, como um Airbus A380 da Emirates que seguia para San Francisco e retornou à sua base em Dubai.

A British Airways afirmou ter tomado “a decisão operacional de cancelar nossos vôos para Tel Aviv e Bahrein até e incluindo 03 de março” e também cancelou o vôo de hoje para Amã, na Jordânia.

A Emirates, maior cia. aérea internacional do mundo, divulgou que o fechamento de espaços aéreos na região causou interrupções em diversos vôos.

O Ministério dos Transportes de Israel informou que o país fechou seu espaço aéreo e pediu aos cidadãos que se mantenham afastados dos aeroportos. O governo iraniano também determinou o fechamento de seu espaço aéreo após os ataques.

Um ataque iraniano contra a maior base militar do EUA na região, no ano passado, também levou Catar e países vizinhos a fecharem seus espaços aéreos, causando caos para as cias. internacionais. Dezenas de milhares de passageiros ficaram retidos, provocando uma desorganização generalizada nas operações do aeroporto de Doha.

Os céus sobre grandes áreas do Oriente Médio vêm sofrendo restrições repetidas vezes nos últimos dois anos. Companhias aéreas têm sido forçadas a cancelar vôos em rotas lucrativas, gastar mais com combustível e cruzar países que normalmente evitam – como o Afeganistão – ao desviar de espaços aéreos considerados perigosos.