GEIV faz aferição em equipamentos de navegação do Salgado Filho (SBPA), em Porto Alegre (RS), em 14.12.24


Em nota no dia 10, a Fraport  Brasil divulgou que, nos dias 09 e 10, aeronave do GEIV, unidade do DECEA, realizou vôos para aferições dos equipamentos de auxílio a navegação nos procedimentos de aproximação e pouso. Esta atividade faz parte do processo de homologação das obras de reabilitação da pista de pouso e decolagem com a sua extensão completa em 3200 m., com a retomada da locação da cabeceira 11.

O GEIV fez a verificação dos sistemas PAPI (Precision Approach Path Indicator, ou Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão) das pistas 11 e 29 e do ALSF-2 (Approach Light System – CAT 2 – Flash, ou sistema de luzes de aproximação categoria 2, com flash, categoria) na cabeceira 11. Após essa atividade, os registros dos equipamentos são analisados para que sejam emitidas as aprovações operacionais para retorno planejado no dia 16.

O ALSF e o PAPI são equipamentos que auxiliam os pilotos com orientações visuais da localização da pista e da rampa de aproximação para pouso.

A pista 11/29 é dotada, nas duas cabeceiras, de sistema de luzes de indicação de rampa de aproximação de precisão (PAPI) de ângulo normal de 3° para MEHT de 68 pés na cabeceira 11 e de 73 pés na cabeceira 29. A pista também tem sistema de luzes do eixo da alta intensidade.

Dentro do processo de reabilitação da pista estão previstos vôos de testes (13 a 16) dos equipamentos: Localizador, Glide Slope (rampa de aproximação) e DME, cuja operação é de responsabilidade do DECEA e que, em operação conjunta com os equipamentos aferidos PAPI, compõem o sistema ILS.

O “Salgado Filho” (SBPA) conta com (2) procedimentos de aproximação ILS, CAT I e II, para pista 11 – ILS Y ou LOC Y RWY 11 (efetividade 10/08/2023) e ILS Z CAT I ou CAT II RWY 11 (efetividade em 22/02/2024) -, com rampa de aproximação final com ângulo padrão de 3° e cruzamento de cabeceira à 52 pés, para operações de aeronaves de categoria “A” até “E”, não permitindo manobra para Circular.

Estes procedimentos (ILS) estão com mínimos revisados por NOTAM E9461/24N, de 13/12/2024, com validade do dia 16/12 até 16/03/2025 (ILS/LOC Y RWY 11) e NOTAM E9462/24N, de 13/12/2024, com validade do dia 16/12 até 16/03/2025 (ILS Z RWY 11).

O procedimento ILS Y (CAT. I) requer visibilidade mínima requerida de 1.200 m. 1.300 m. sem ALS, 800 m. com ALS e de 700 m. com ALS e RVR (ou 550 m. para aproximação utilizando Diretor de Vôo, Piloto-automático ou HUD. Para aeronaves categoria “A”/”D”, DA é de 211 pés (DH 200 pés), em ponto a 0,5 MN (925 m.) antes da cabeceira; para aeronave categoria “E”, o procedimento prevê DA de 223 pés (DH 212 pés) 287′ (DH de 276′).

O procedimento ILS Z, requerendo aprovação RNP, prevê:
[i] na operação CAT. I, os mínimos do procedimento “Y” – visibilidade mínima requerida de 1.200 m. 1.300 m. sem ALS, 800 m. com ALS e de 700 m. com ALS e RVR (ou 550 m. para aproximação utilizando Diretor de Vôo, Piloto-automático ou HUD. Para aeronaves categoria “A”/”D”, DA é de 211 pés (DH 200 pés), em ponto a 0,5 MN (925 m.) antes da cabeceira; para aeronave categoria “E”, o procedimento prevê DA de 223 pés (DH 212 pés) 287′ (DH de 276′).
[ii] na operação CAT. II, mínimo requerido de alcance visual (RVR) de 350 m. com ALS e RVR, para aeronaves categoria “A”/”D”, e de 350 m. 700 m. com ALS e RVR, para aeronaves categoria “E”, com especificação de DA de 111 pés e RA de 103 pés (DH 100 pés), em ponto a 0,1 MN (185 m.) antes da cabeceira, para aeronaves categoria “A”/”D”, e de DA de 155 pés 219 pés e RA de 108 pés 172 pés  (DH 144 pés 208 pés), em ponto a 0,30 MN 0,45 MN (835 m.) antes da cabeceira, para aeronaves categoria “E”.