Gogo correndo contra tempo para atualização de cerca de 2.400 aeronaves que ainda operam em sua rede de conectividade ar-solo (air-to-ground) antiga antes do término do serviço no início de 2026, em 29.03.25


Em post na plataforma da mídia no dia 25, Jessica Reed, redatora e editora de notícias na AIN, divulgou que a Gogo Business Aviation está correndo contra um cronograma apertado para atualizar aproximadamente 2.400 aeronaves que ainda operam em sua rede de conectividade ar-solo (air-to-ground) antiga antes do término do serviço no início de 2026.

Durante a edição da convenção anual da AEA (Aircraft Electronics Association, ou associação de eletrônica de aeronave) – AEA 2025, entre os dias 18 e 20, em Phoenix (Arizona/EUA), Dave Salvador, vice-presidente de vendas de reposição da Gogo, discutiu a abordagem multifacetada da empresa para a transição dessas aeronaves.

“A rede ar-solo original da Gogo está em serviço há mais de 14 anos”, disse Salvador à AIN. “Essa rede, a tecnologia celular que está lá, estamos fazendo a transição do que eles chamam de EVDO [Evolution Data Optimized, ou Dados Evoluídos Otimizados, uma tecnologia de terceira geração – 3G do CDMA, desenvolvida pela empresa Qualcomm] para LTE [Long-Term Evolution, ou Evolução de Longo Prazo, um padrão de rede móvel de quarta geração – 4G, uma tecnologia que permite uma conexão de internet móvel mais rápida]”.

Os clientes têm vários caminhos de atualização disponíveis. “Essas atualizações podem ser realizadas por meio da mudança dos sistemas antigos para o Avance L3 ou Avance L5“, explicou Salvador. “Também temos a oportunidade de alguém provisionar o produto 5G com um L5 e as antenas 5G e, claro, o Galileo”, o produto de comunicação via satélite de órbita terrestre baixa da empresa.

O serviço 5G da Gogo, que está em desenvolvimento há vários anos, está se aproximando de marcos importantes. “Estamos na fabricação final do chip para o chip 5G que deve terminar no final do segundo trimestre”, disse Salvador. “A partir daí, começaremos a pegar esses chips e colocá-los no hardware, que já temos PMA com um chip 4G, fazendo nossos testes finais com a rede e, então, começando a entregar o hardware 5G de produção no final deste ano”, explicou Salvador.

Reed observou que a aprovação de fabricante de peças (PMA) para a antena Galileo HDX foi anunciada neste mês. A antena eletronicamente direcionada (ESA – Electronically Steered Antenna) se conecta ao sistema Avance, da Gogo, e opera na constelação de satélites de órbita baixa (LEO) da Eutelsat OneWeb.

“Isso nos dá a capacidade agora de passar para o envio de um produto de produção, que primeiro será terminar os STC que já temos em movimento – há mais de 30 deles”, observou Salvador. “Para nós, isso nos lança em uma nova categoria de conectividade que nossa empresa não tinha antes, sendo uma solução global de órbita baixa da Terra”, completou Salvador.

Com 2.400 aeronaves exigindo atualizações nos meses restantes de 2025, as taxas de instalação precisariam ter uma média de pelo menos 8 aeronaves por dia, levantando questões sobre a disponibilidade do equipamento e a capacidade de instalação na rede MRO.

Salvador também destacou a recente aquisição da SD – Satcom Direct pela Gogo, descrevendo-a como “muito essencial à medida que continuamos a sair e competir e oferecer soluções globais” no mercado de conectividade da aviação executiva. [EL]