Gulfstream avança nos pedidos de aeronaves, já incluindo os novos G400 e G800, em 28.10.21
A carteira de encomendas (para entregar) – a backlog – de aeronaves executivas da Gulfstream Aerospace está em seu ponto mais alto em seis anos, com a relação encomenda:fatura – a book-to-bill – chegando a 1,7:1 durante o terceiro trimestre. As duas notícias foram reveladas por Phebe Novakovic, presidente e CEO General Dynamics (controladora da Gulfstream nesta quarta dia 27, durante reunião com investidores trimestral.
A divisão aeroespacial da General Dynamics, que também inclui a Jet Aviation, viu no 3T21 os pedidos saltarem 79%, para US$ 3,247 bilhões, enquanto a carteira backlog subiu para US$ 14,69 bi no final do mês passado.
Novakovic disse que continua otimista com as vendas daqui para frente, dizendo que a linha de produtos é robusta e denominando a demanda pelos jatos Gulfstream como “muito forte”. Novakovic também disse que os novos jatos G400 e G800 anunciados no início deste mês foram bem recebidos pelo mercado, com “muitos pedidos” já agendados para aparelhos dos dois modelos.
Enquanto isso, as entregas da Gulfstream no terceiro trimestre caíram apenas uma unidade em relação ao ano anterior (ie, comparação 3T21 x 3T20), para 31 jatos, sendo 25 jatos de cabine larga e seis jatos do supermédio G280, mas devido a um cliente que adiou a entrega de suas aeronaves para o quarto trimestre, revelou Novakovic. As entregas de jatos de cabine larga permaneceram inalteradas desde o terceiro trimestre de 2020, com apenas mais um G280 entregue.
As entregas nos primeiros nove meses totalizaram 80 aeronaves, sendo 68 jatos cabine larga (85%) e 12 jatos supermédio G280, ante 87 jatos entregues em 3T20, sendo 71 jatos (82%) cabine larga e 16 G280.
De acordo com Novakovic, as entregas menores, de de 87 para 80, uma redução de 8%, se devem aos cortes de produção relacionados à pandemia anunciados no ano passado, observando que esses cortes atingiram o pico no segundo trimestre. Portanto, as entregas do quarto trimestre (4T21) devem corresponder às 40 aeronaves liberadas no 4T20, enquanto no próximo ano e em 2023 é previsto o aumento das entregas, observou a executiva.
As receitas da divisão aeroespacial da General Dynamics caíram 1,2%, para US$ 5,575 bilhões, nos primeiros nove meses, enquanto o lucro caiu 0,7%, para US$ 677 mi. [EL] – c/ fontes
