Indústria aliviada com isenção no EUA de tarifas sobre produtos aeroespaciais da União Européia, dentro do “tarifaço” do governo Trump, apesar da manutenção de impostos para produtos da Suíça e do Brasil (afetando a Pilatus e a EMBRAER), anteriores, em 28.09.25
Em post no dia 25 na plataforma online da AIN, o editor-chefe da mídia Charles Alcock repercutiu que o governo do EUA implementou formalmente nesta semana seu novo acordo comercial com a União Européia, com o Departamento de Comércio e o Escritório do Representante Comercial publicando orientações sobre como a tarifa padrão de 15% será aplicada à maioria das importações, com exceção de aeronaves e peças de aeronaves, bem como produtos farmacêuticos. Emitida no dia 24, a orientação registra que a tarifa zero é retroativa às importações realizadas desde 1º de setembro.
O acordo comercial final é consistente com os acordos firmados pelo EUA com o Reino Unido em junho e com o Japão no início deste mês.
No entanto, as exportações de produtos aeronáuticos do Brasil e da Suíça permanecem sujeitas a tarifas nas respectivas alíquotas de 10% e 39% (anteriores ao “tarifaço”).
Líderes das fabricante de aeronaves suíça Pilatus e brasileira EMBRAER continuam a pressionar por isenções, com a Pilatus mantendo suspensas as entregas de suas aeronaves executivas (turboélice) PC-12 e (jato) PC-24 para clientes do EUA (suspensão adotada à data de vigência do “tarifaço”).
Grupos do setor aeronáutico, incluindo a NBAA (associação da aviação executiva americana), saudaram a concessão do governo Trump em aplicar tarifa zero aos produtos aeroespaciais europeus, após a implementação de uma tarifa de 10% sobre estes no início deste ano.
“No ano passado, a aviação civil do EUA registrou um superávit de US$ 104 bilhões, liderando todos os outros setores do comércio de manufatura, e tem sido líder em exportações desde 1979, quando o Acordo sobre o Comércio de Aeronaves Civis estabeleceu um cenário de concorrência com tarifa zero com dezenas de outros países”, observou Ed Bolen, o presidente e CEO da NBAA. Bolen acrescentou que o acordo (isenção no tarifaço) estimulará empregos e inovação no EUA. [EL] – c/ fonte
