Jeppesen ForeFlight introduz modo de planeio de emergência – Emergency Glide Mode – no aplicativo de navegação ForeFlight, em 23.04.26


Em post no dia 21 na plataforma online da AIN, a redatora de notícias da mídia Charlotte Bailey repercutiu a introdução do modo de planeio de emergência – Emergency Glide Mode – no aplicativo de navegação ForeFlight.

Bailey postou que a Jeppesen ForeFlight está lançando o novo recurso de segurança designado Emergency Glide Mode – ou, modo de planeio de emergência. De acordo com a provedora de software e dados de navegação, a função ativada pelo piloto fornece uma “visão clara e focada de aeroportos alcançáveis ​​e possíveis locais de pouso fora dos aeroportos” em caso de falha de motor.

Por Jeppesen ForeFlight/AIN

Disponível em breve para todos os assinantes do ForeFlight sem custo adicional, o Emergency Glide Mode – ou, modo de planeio de emergência – aprimora o recurso de indicador de planeio existente. Este, explica a ForeFlight, “exibe continuamente um anel [correspondente ao raio] do alcance do planeio com base na altitude da aeronave, na melhor velocidade e razão de planeio e nos ventos conhecidos”. No entanto, a nova funcionalidade utiliza um algoritmo proprietário para exibir os três aeroportos mais adequados dentro desse raio ou, para usuários no EUA, locais de pouso adicionais em potencial.

“O modo de planeio de emergência é um bom uso de um EFB [electronic flight bag] para resolver uma situação estressante e urgente”, disse Cole Crawford, líder de produto da ForeFlight GA [Aviação geral], para a AIN. “Em uma situação como essa, cada segundo economizado na decisão de para onde virar é um segundo ganho na preparação para um pouso seguro”, prosseguiu CVrawford.

Embora tenha enfatizado que a decisão final permanece com os pilotos, Crawford aponta que a função oferece ferramentas para ajudar a tomar uma “decisão bem informada o mais rápido possível”.

Quando ativado com o toque de um botão na tela do iPad, os três aeroportos mais próximos com tamanho adequado disponíveis dentro do alcance de planeio da aeronave — que é obtido por meio de dados da fabricante ou inserido manualmente — são destacados. Tocar em “activate glide” – “ativar planeio” – desenha uma linha reta virtual da posição atual do usuário até o centro do aeroporto, levando em consideração a altitude, a direção do vento e a previsão de área de terminal – TAF – Terminal Area Forecast (se disponível). As funcionalidades na tela, incluindo o painel de instrumentos básico, as linhas de eixo estendidas da pista e o vetor de trajetória (track vector), também são ativadas automaticamente.

Segundo Crawford, isso aprimora a consciência situacional, ajudando os pilotos a “olhar para fora da cabine e usar suas principais habilidades de pilotagem” para lidar com a situação com segurança. Simulações realizadas até o momento, incluindo experimentos com uma aeronave do porte de um Boeing 747, ajudaram a validar a capacidade do algoritmo de levar em consideração as características e as necessidades de pouso da aeronave em questão.

Possibilidades fora de aeroporto/aeródromo
Para clientes no EUA, a ForeFlight levou o conceito um passo adiante: oferecendo sugestões de áreas de pouso fora de aeroporto/aeródromo caso não haja um aeródromo dentro do alcance de planeio. Utilizando uma variedade de fontes de dados proprietárias e públicas, como o Serviço Geológico do EUA, as possíveis áreas de pouso da ForeFlight apresentam uma seleção de polígonos considerados a “melhor opção” para pousar a aeronave com segurança.

A orientação para pousos fora de aeroporto/aeródromo é baseada em dados geográficos e está disponível apenas no EUA continental.

Crucialmente, esse algoritmo leva em consideração a presença de estradas, linhas de energia e cobertura arbórea para sugerir possíveis pistas de pouso de pelo menos 300 m. (1.000 pés), algo que, segundo Crawford, pode ser difícil de avaliar em altitudes mais elevadas. Embora usuários do mundo todo possam acessar o modo de planeio de emergência, as sugestões de áreas de pouso são limitadas aos usuários do EUA continental, “simplesmente porque os dados subjacentes para gerar esses polígonos estão disponíveis apenas nessa região”, Crawford explicou.

Crawford revelou que o modo de planeio de emergência está em consideração há alguns anos, com a ForeFlight aprimorando um conceito inicial e fazendo melhorias subsequentes. Além disso, com a venda da ForeFlight pela Boeing em novembro de 2025, “é provavelmente mais importante que tenhamos nos fundido com nossa empresa irmã, a Jeppesen”, Crawford disse. “Agora que somos uma empresa de software pertencente a uma empresa matriz que se dedica exclusivamente a software e tem capital para investir em diversos empreendimentos, acredito que isso nos dará mais liberdade para realizar coisas, simplesmente porque temos uma estrutura operacional que nos permite fazer coisas que não podíamos fazer antes”, explicou Crawford. [EL] – c/ fonte