L3Harris inicia modificações, com Integração de sistemas de missão, em dois jatos Global 6500 AEW&C para Força Aérea da República da Coréia (do Sul), em 20.02.26
Em post no dia 16 na plataforma online da AIN, a articulista de notícias da mídia Charlotte Bailey repercutiu que a empresa de defesa americana L3Harris Technologies recebeu os dois primeiros jatos Bombardier Global 6500 destinados à Força Aérea da República da Coréia (ROKAF), para iniciar o trabalho de integração de sistemas para missões especiais.
Com base em um contrato de US$ 2,26 bilhões assinado em outubro – que selecionou a Coréia do Sul para a plataforma altamente modificada para sua próxima capacidade de Alerta e Controle Aéreo Antecipado (AEW&C – Airborne Early Warning and Control) -, a L3Harris afirma que o recebimento das aeronaves demonstra “tanto o impulso do programa quanto a maturidade de sua solução AERIS”.
Quatro aeronaves serão convertidas para a Força Aérea da República da Coréia (ROKAF), em uma colaboração entre a L3Harris, a Bombardier, a ELTA Systems (da IAE – Israel Aerospace Industries) e maia a transportadora aérea nacional Korean Air.
Nenhuma data foi divulgada para a conclusão da conversão, embora a L3Harris tenha confirmado que o “programa está em andamento” para o cronograma de integração do sistema.
A oferta de sistemas AEW&C da L3Harris abrange dois jatos executivos adaptados para missões específicas: o sistema AERIS (Airborne Early Warning and Control System – Sistema de Alerta e Controle Aéreo Antecipado), utilizando o Gulfstream G550, agora fora de produção, e a conversão do Bombardier Global 6500 para o AERIS-X.
Com a escolha do jato Bombardier, a Coréia do Sul tornou-se o primeiro cliente da solução Global 6500 da L3Harris, um modelo que a L3Harris acredita poder replicar com sucesso em outros lugares.
Em declaração feita na feira de aviação Singapore Airshow, em fevereiro, Jason Whitford, diretor de desenvolvimento de negócios internacionais da L3Harris, afirmou para AIN que o sucesso do programa AERIS na campanha coreana despertou “significativo interesse global” pela plataforma. Um acordo de transferência de tecnologia que permitirá à Coréia adotar sua própria capacidade de modificação e produção subsequentes — descrito por Whitford como uma “parceria sólida e localização com a indústria coreana” — também poderá ser “um modelo vencedor em outros lugares”, explicou Whitford.
Em particular, a L3Harris acredita que as capacidades de fabricação e manutenção localizadas, adjacentes à futura aeronave AERIS-X da Coréia, representarão uma melhoria em relação aos atuais Boeing E-7 Wedgetail AEW&C do país asiático. A necessidade de trazer pessoal de suporte dos EUA “foi um desastre para a disponibilidade operacional deles, então [a Coreia] queria essa capacidade na península”, Whitford explicou.
Whitford afirmou que a adequação da aeronave vai muito além das compensações associadas, destacando que a Coréia “não estava satisfeita com o [E-7] como cliente por uma série de razões, principalmente custo e disponibilidade operacional”. Contudo, com a velocidade, a eficiência e os custos de ciclo de vida mais baixos proporcionados pelos jatos executivos já bem conhecidos, a L3Harris está longe de ser a única integradora a inovar nessa área.
Com o sucesso do AERIS-X na Coréia do Sul, superando o concorrente GlobalEye da sueca SAAB (que também utiliza um Bombardier Global 6500 modificado), Whitford acredita que a cobertura de radar AESA de 360 graus desobstruída da solução da L3Harris foi crucial para sua seleção. Ao contrário do radar Erieye “Ski box” montado no teto do GlobalEye, as modificações da L3Harris incluem radares no cone do ‘nariz’ e da cauda, juntamente com duas carenagens laterais, que, segundo a empresa, garantem cobertura completa e ininterrupta.
“Se você está pensando em um cenário como o da Coréia do Norte, onde potencialmente há hordas de caças antigos, talvez drones voando baixo e devagar, você não quer perder essa imagem a cada poucos minutos”, Whitford explicou.
Embora Whitford reconheça que alianças como a OTAN e o NORAD provavelmente exigirão “capacidades específicas que talvez sejam exclusivas de cada uma delas”, o foco da L3Harris na integração “plug-and-play” ajuda a preparar as plataformas para o futuro nas próximas décadas. Além disso, enquanto o avanço técnico dos próprios sensores continua a evoluir, “acredito que o próximo passo são coisas como operações conjuntas tripuladas e não-tripuladas, ou sensoriamento remoto que pode ser integrado. [A capacidade de] implantar uma capacidade não tripulada mais à frente, com menos risco, mantendo ainda o gerenciamento da batalha na linha de frente, pode ser uma grande vantagem”, concluiu Whitford. [EL] – c/ fonte
