Lideranças da aviação americana reiteram necessidade de consenso para a modernização do sistema ATC do EUA, em 14.03.25

Em post no dia 04, na plataforma online da mídia, a editora da revista mensal AIN Kerry Lynch repercutiu que lideranças da aviação, durante uma audiência perante o subcomitê de aviação do Comitê de Transporte e Infraestrutura (T&I) da Câmara do EUA, enfatizam a necessidade urgente de intensificar a modernização do sistema de controle de tráfego aéreo (ATC) do país, classificando o atual de insustentável.
Mas as partes interessadas e os legisladores enfatizaram novamente a necessidade de evitar debates contenciosos em torno de propostas como a de privatização do serviço, que foi alardeada recentemente em alguns círculos em Washington.
Com o pano de fundo de recentes desde incidentes a acidentes fatais que custaram a vida de dezenas de pessoas, o subcomitê de aviação investigou as deficiências do sistema e o lento progresso em sua atualização.
O presidente do subcomitê de aviação, Troy Nehls (Republicanos, do Texas), apontou para dados recentes do GAO – Government Accountability Office (Gabinete de Controle-Prestação de contas/serviços do Governo) de que cerca de 37% dos sistemas ATC da FAA são insustentáveis e outros 39% potencialmente insustentáveis.
A comunidade da aviação tem “tocado o alarme por décadas, por décadas sobre a necessidade de modernização do ATC”, disse Nehls, “não obstante que esforços tenham sido feitos para resolver isso, profundamente enraizado. Desde os anos 90, está claro que eles falharam. Digo isso não para manter a culpa, mas para deixar claro. Que não estamos muito mais perto de uma solução do que estávamos em 1995”, completou Nehls. Embora também tenha acrescentado – “precisamos reescrever o manual anterior e começar a cavar para sair do buraco em que nos encontramos” -, Nehls disse que todas as partes interessadas da aviação devem se unir em torno de um objetivo comum.
O presidente do T&I, Sam Graves (Republicanos, do Missouri), disse que o Congresso deve aproveitar as disposições do Projeto de Lei de Reautorização da FAA e analisar com atenção como a agência federal de regulação da aviação civil investe e moderniza o sistema de controle de tráfego aéreo. Graves observou ainda que estava satisfeito com o fato das partes interessadas do setor terem sinalizado recentemente apoio a uma abordagem baseada em consenso. “Simplesmente não podemos permitir que questões passadas que dividiram o Congresso e as partes interessadas do setor nos distraiam de fazer algo. Devemos trabalhar juntos, e pretendo fazer exatamente isso”, disse Grave.
O deputado Rick Larsen (Democratas , por Washington) foi mais direto sobre privatização do sistema ATC. “A FAA é a especialista em aviação e uma reguladora do espaço aéreo que existe para proteger o público aéreo, não apenas para servir aos caprichos de uma indústria privada. Devemos rejeitar qualquer tentativa de privatizar os sistemas de controle de tráfego aéreo. Devemos nos concentrar em políticas que realmente fortaleçam nosso sistema de controle de tráfego aéreo e tenham amplo apoio entre a indústria e o trabalho”.
Esses sentimentos foram ecoados por muitos dos painelistas da audiência.
O presidente e CEO da Airlines for America, Nicholas Calio, disse: “Temos uma oportunidade histórica. Precisamos mudar o sistema”, e citou sistemas “lamentavelmente obsoletos, não confiáveis e ineficientes. É uma lista e tanto”.
O Congresso fez progressos com a promulgação do Projeto de Lei de Reautorização da FAA no ano passado, mas Calio apontou: “Todos nós precisamos agir com urgência. Nós conversamos e conversamos … e muito pouco mudou, pelo menos não muito para melhor. Já passamos do ponto de inflexão agora”. Mas ao abordar essas questões, “é fundamental que deixemos os debates do passado e a inércia política inerente para trás para tentar realmente nos unir para fazer algo. Queremos ação, não debate político”, completou Calio.
O presidente e CEO da GAMA – General Aviation Manufacturers Association (associação de fabricantes da aviação geral) Pete Bunce reiterou ainda muitos dos pontos-chave que a indústria concordou para ajudar a impulsionar o sistema ATC, incluindo uma infusão de financiamento de emergência, observando que as solicitações do ano passado cobririam apenas cerca de um quarto das necessidades das instalações. Bunce acrescentou que o processo de aquisição precisa ser corrigido e as instalações existentes precisam ser avaliadas: “Precisamos trabalhar todos juntos para conseguir elaborar um plano, e agora a FAA está um tanto paralisada. Além disso, precisa haver continuidade para proteger a FAA de potenciais paralisações do governo”. [EL] – c/ fonte