Programa Clean Aviation (apoiado pela União Européia) anuncia sua quarta chamada para propostas, com previsão de financiamento de até € 329,5 mi (US$ 386 mi) novas tecnologias disruptivas de aeronaves, incluindo aeronaves movidas a hidrogênio, em 28.12.25


Em post no dia 20 na plataforma online da AIN, a redatora de notícias da mídia Charlotte Bailey repercutiu que o programa Clean Aviation (“Aviação Limpa”), apoiado pela União Européia, anunciou sua quarta chamada para propostas, com uma versão preliminar publicada em 09 de dezembro, seguida por propostas formais a serem divulgadas em 13 de fevereiro de 2026. A próxima chamada disponibilizará até € 329,5 milhões (US$ 386 milhões) em financiamento para novas tecnologias disruptivas de aeronaves, totalizando cerca de € 824 milhões (US$ 966 milhões) quando combinados com a contribuição do setor privado.

A quarta fase da Chamada da Agenda Estratégica de Pesquisa e Inovação do programa Clean Aviation busca propostas para três projetos específicos, cada um com sua própria alocação de financiamento. Esses investimentos incluem [1] aeronaves ultraeficientes de curto e médio alcance (130 milhões de Euros), [2] aeronaves movidas a hidrogênio (101 milhões de Euros) e [3] aeronaves regionais ultraeficientes (40 milhões de Euros). Verbas separadas estarão disponíveis para o que a organização chama de áreas prioritárias (40 milhões de Euros), abrangendo tecnologias como sistemas de proteção contra gelo de baixa potência, e atividades “transversais” (18,5 milhões de Euros) para trabalhos que incluem metodologias de certificação.

Em um discurso no festival Future Aviation (“Aviação Futura”), no início de dezembro, o diretor executivo do programa Clean Aviation, Axel Krein, explicou o escopo da próxima rodada de financiamento.

O roteiro de pesquisa e tecnologia concentra-se no desenvolvimento de tecnologia demonstrativa até a fase de testes em solo, validando o desempenho até o nível 6 de prontidão (aptidão) tecnológica.

Demonstrações de vôo também poderão ser usadas para validar os testes “em condições operacionais realistas”.

O programa Clean Aviation espera concluir o “congelamento” da configuração do demonstrador de vôo até o final de 2026 para dar suporte ao início dos testes de vôo até o final de 2029.

Uma aeronave regional ultraeficiente híbrida-elétrica foi proposta como o conceito básico para essa aeronave regional de 50 a 100 passageiros. O programa Clean Aviation também destinará € 40 milhões para o desenvolvimento de uma “estrutura de aeronave avançada para aeronaves regionais ultraeficientes”.

A inclusão de projetos relacionados ao hidrogênio (notavelmente ausentes na Chamada 3) demonstra o desejo de contribuir para o amadurecimento de uma tecnologia que, segundo o programa Clean Aviation,  tem enfrentado “atrasos e progresso mais lento”. O financiamento de € 101 milhões será utilizado para apoiar a “demonstração de um sistema integrado de combustível de hidrogênio para uma aeronave totalmente elétrica movida a célula de combustível de hidrogênio” e para demonstrar “componentes tecnológicos avançados de propulsão de célula de combustível para o conceito de aeronave totalmente elétrica movida a célula de combustível de hidrogênio”. Tanto a combustão de hidrogênio quanto os sistemas de propulsão de célula completa serão avaliados, com dois conceitos de aeronaves movidas a hidrogênio a serem considerados.

De acordo com o programa Clean Aviation, o desenvolvimento de um ecossistema de hidrogênio para a aviação tem sido mais lento do que o esperado. A nova previsão é de que a entrada em serviço de conceitos movidos a hidrogênio seja antecipada de 2035 para 2040, como já reconhecido pela Airbus com a mudança no cronograma do projeto ZeroE para o desenvolvimento de cias. aéreas movidas a hidrogênio. [EL] – c/ fonte