SpaceX notifica operadores utilizadores de sistema Starlink Mini da velocidade máxima suportada em movimento para os planos Roam e Priority (de 87 KT) e passa a oferecer dois novos planos – Aviation – para usuários aeronáuticos (para operação com velocidades limites de 261 KT e 391 KT), em 04.03.26
Em post no dia 02 na plataforma online da AIN, o articulista com cargo de editor da mídia Matt Thurber repercutiu que operadores que estão utilizando sistema de conexão Starlink Mini da SpaceX como equipamento portátil em suas aeronaves foram notificados pela SpaceX de que “a velocidade máxima suportada em movimento para os planos Roam e Priority é de 160 km/h (100 MPH, 87 KT)”. No entanto, dois novos planos Starlink Aviation estão agora disponíveis para esses usuários:
– Aviation 300 (261 KT) e 20 GB, mais US$ 10 por GB excedente, por US$ 250 por mês; e,
– Aviation 450 (391 KT) e 20 GB, mais US$ 50 por GB excedente, por US$ 1.000 por mês.
De acordo com uma mensagem recente da SpaceX para usuários do Starlink Mini: “Seu Starlink foi detectado recentemente operando em altas velocidades. Seu plano destina-se ao uso em movimento em terra ou na água, como dirigir e navegar”.
Anteriormente, os usuários do Starlink Mini podiam assinar um Plano Global Priority, que oferecia 50 GB a até 391 KT por US$ 250 por mês. Havia também um plano Roam de 100 GB por US$ 50 por mês, mas com limitação regional.
AIN/Sporty’s Pilot Shop
Montagem típica de sistema Starlink Mini

O uso de um Starlink Mini portátil – para o qual existem diversos sistemas de montagem em aeronaves disponíveis – tornou-se popular para aeronaves menores e proprietários que não desejam gastar cerca de US$ 300.000 em equipamentos e instalação de um sistema Starlink que pode ser instalado sob um Certificado de Tipo Suplementar (STC/CST). Esses sistemas certificados possuem uma antena montada na parte superior da fuselagem.
A mídia digital de aviação ANN – AeroNews Network repercutiu, no dia 04, a iniciativa da Space X na oferta de duas novas assinaturas para o sistema Starlink para uso aeronáutico, com o anúncio da velocidade máxima suportada em movimento para os planos Roam e Priority – de 160 km/h (100 MPH, 87 KT). A mídia revelou que usuários Starlink Mini no EUA estão revoltados contra os limites de velocidade, e com a elevação de preço dos planos para pilotos de aviação geral
Segundo a ANN, a SpaceX está, sem muito segredo, incentivando os pilotos a migrarem para planos de conectividade Starlink Mini mais caros. A reestruturação do serviço em movimento impôs um limite de velocidade de 160 km/h (100 MPH, ou 87 KT) nos planos padrão Roam e Priority. Essa medida gerou protestos imediatos de usuários da aviação geral, que passaram a depender do sistema Starlink Mini para aplicações de navegação e atualizações de informações meteorológicas.
Com a nova configuração, o plano Aviation 300 [MPH], com limite de velocidade de 260 KT, custa US$ 250 por mês e inclui 20 GB de dados, com cobrança adicional de US$ 10 por GB excedente. O plano Aviation 450 [MPH], com limite de velocidade de 391 KT, custa US$ 1.000 por mês, também com 20 GB inclusos, e US$ 50 por GB adicional.
O plano Roam, anteriormente utilizado por alguns operadores de aeronaves leves, geralmente custava cerca de US$ 165 por mês, dependendo da franquia de dados.
A ANN aponta que o limite está vinculado à velocidade terminal em relação ao solo, não à velocidade de download. Se a antena se mover mais rápido que o limite, o serviço pode ser reduzido ou suspenso até que a aeronave fique abaixo da restrição de velocidade. A ANN observa que mesmo aeronaves a pistão de porte médio voam entre 120 e 180 KT, enquanto turboélices operam bem acima de 250 KT, o que significa que quase todos os vôos da aviação geral agora excedem o limite do plano Roam.
De acordo com a ANN, a SpaceX sustenta que as mudanças simplesmente alinham os níveis de uso com suas aplicações pretendidas. Os planos Roam e Priority foram originalmente projetados para veículos terrestres e uso marítimo limitado. E divulga que as assinaturas do plano Actual Aviation incluem hardware especializado, aprovações regulatórias e priorização de rede otimizada para altas velocidades reais e frequentes transferências entre satélites.
Segundo a ANN, a física corrobora esse argumento. Satélites em órbita baixa da Terra se movem a aproximadamente 7,5 km/s (450 km/h, ou 280 MPH, ou 243 KT), e movimentos terminais mais rápidos aumentam os efeitos Doppler e a complexidade das transferências.
À despeito do argumento, um contingente de pilotos da aviação geral não restou satisfeito no significativo aumento de custo de assinatura de plano para uso do sistema pela conexão. A ANN revela que uma Petição que circula entre pilotos argumenta que a mudança aumenta os custos “em cinco vezes”, ao mesmo tempo que reduz a quantidade de dados incluídos.
Organizadores da Petição encaminham: “Instamos a Starlink a reconsiderar sua decisão e restabelecer os planos de roaming com uma velocidade que atenda à aviação geral e que se tornaram essenciais para tantos pilotos que navegam pelos céus”. Na Petição, os autores ainda registram: “Ao fazer isso, eles [planos] continuariam a aprimorar a segurança e a eficácia das operações de aviação e a apoiar os pilotos que dependem dessa tecnologia crucial em vôo”. [EL] – c/ fonte
