Três aviões com matrícula brasileira usados no tráfico de drogas, de vôos originados dos Estados do PA e MT, são destruídos em pista clandestina na fronteira do Peru com Brasil – no distrito peruano de Ramón Castilla, próximo de Tabatinga, no AM, em 07.03.26


Em nota no dia 16 de fevereiro, a Polícia Federal divulgou que a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Tabatinga (FICCO/TBA) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) participaram, no dia 15 (véspera), de uma ação integrada internacional que resultou na inutilização de três aeronaves utilizadas pelo narcotráfico, na comunidade Nueva Galilea, distrito de Ramón Castilla, no Departamento de Loreto, no Peru.

A operação foi desencadeada a partir de informações de inteligência produzidas no Brasil, que indicaram a existência de uma pista clandestina destinada ao apoio logístico de aeronaves empregadas no transporte de drogas com destino ao território brasileiro.

A ação contou com atuação conjunta de forças de segurança brasileiras e peruanas. Durante os trabalhos, além da inutilização das aeronaves, foi realizada a destruição da pista (pouso/decolagem) clandestina e o desmantelamento de um laboratório rústico de produção de cocaína localizado nas proximidades, estruturas diretamente vinculadas à logística do tráfico internacional de drogas.

O portal de notícias g1, em matéria no dia 15 de fevereiro, publicou que uma operação integrada entre forças de segurança do Brasil e do Peru apreendeu e destruiu, no dia 15 (domingo), três aeronaves usadas para o tráfico internacional de drogas. De acordo com as autoridades peruanas, os aviões foram queimados junto com produtos químicos usados na produção de pasta base de cocaína.

De acordo com o portal, os aviões foram encontrados em uma pista clandestina na comunidade indígena Nova Galiléia, no distrito peruano de Ramón Castilla, próximo da cidade brasileira de Tabatinga, no AM. Segundo a Polícia Nacional do Peru, as aeronaves tinham prefixo brasileiro e eram usadas para transportar drogas do Peru para o Brasil. Os vôos teriam partido dos Estados do Pará e Mato Grosso. Após a destruição das aeronaves e droga, a operação continuou para localizar e prender os pilotos das aeronaves brasileiras.

Ainda de acordo com a matéria do g1, a ação contou com apoio da Polícia Federal, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Tabatinga e Manaus, além da Companhia de Operações Especiais (COE) e do Grupo Especial de Fronteira (GEFRON) das polícias militares do Amazonas e Mato Grosso. Também participaram o Exército e a Divisão de Manobras Contra o Tráfico de Drogas do Peru.

Um avião envolvido seria o bimotor Beechcraft Baron 58 (BE58) de matrícula PR-CRM – correspondente ao aparelho com registro de produção sn TH-1881 e ano de fabricação 1998 -, registrado na categoria do transporte privado. O avião pertence a uma Pessoa Jurídica (de Goiânia) e tem operador uma Pessoa Física. O último registro de compra/transferência tem data de dezembro de 2025, e o registro do avião consta GRAVAME de “comunicação de venda”. O avião é aprovado com seis assentos, para cinco passageiros e um piloto (Tripulação Mínima prevista na Certificação), com MTOW de 2.495 kg. A data de validade do CVA – Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade é 11/04/2026. O avião está em situação regular junto à ANAC.

Outro avião envolvido seria o monomotor EMBRAER/NEIVA EMB-711ST Corisco Turbo (P28T) de matrícula PT-RIX – correspondente ao aparelho com registro de produção sn 711333 e ano de fabricação 1980 -, registrado na categoria do transporte privado. O proprietário e operador é uma Pessoa Física. O último registro de compra/transferência tem data de agosto de 2018, e o registro do avião consta GRAVAME de “arrolamento de bens e direitos da Receita Federal”. O avião é aprovado com quatro assentos, para três passageiros e um piloto (Tripulação Mínima prevista na Certificação), com MTOW de 1.315 kg. A data de validade do CVA – Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade é 08/04/2026. O avião está em situação normal junto à ANAC.

Em outra nota, no dia 17 (fev.), a PF divulgou que a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Tabatinga (FICCO/TBA) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) participaram, no dia 16, da segunda fase de uma operação internacional de combate ao tráfico de drogas no distrito de Ramón Castilla, região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

A ação foi realizada de forma integrada com a Polícia Nacional do Peru, com apoio do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar do Amazonas (COE/PMAM) e do Grupo Especial de Fronteira de Mato Grosso (GEFRON/MT), dando continuidade às medidas de repressão às estruturas logísticas do narcotráfico internacional identificadas na região fronteiriça.

Durante a operação, foram inutilizados dois laboratórios rústicos de produção de cocaína, além da apreensão de um helicóptero utilizado para o transporte de entorpecentes a partir da Tríplice Fronteira Amazônica, com destino ao território brasileiro.
A FICCO/AM é composta por integrantes da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, da Polícia Civil do Amazonas, da Polícia Militar do Amazonas, da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, da Secretaria de Administração Penitenciária e da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social, as quais atuam de forma conjunta no enfrentamento ao crime organizado e à criminalidade violenta no estado do Amazonas.