PAX aeroportos inaugura segunda etapa das obras de ampliação e adequação (Fase 1B do contrato de concessão) do Aeroporto Campo de Marte, em SP, com investimento de R$ 120 mi, em 19.03.26


Em nota no dia 19, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) divulgou a inauguração, no dia 19, das obras de ampliação e adequação para modernização do Aeroporto Campo de Marte (SBMT), em São Paulo, um dos terminais aeroportuários mais antigos do país, sob concessão federal para operadora PAX Aeroportos.

As obras foram executadas pela concessionária PAX Aeroportos, responsável pela gestão do aeroporto, integrante do Bloco Aviação Geral RJ-SP que também inclui o Aeroporto de Jacarepaguá (RJ), cujas melhorias foram entregues no início da semana (dia 16). 

As intervenções integram a Fase 1B do contrato de concessão e somam cerca de R$ 120 milhões em investimentos, com foco, principalmente, aumento da segurança operacional e na qualificação da infraestrutura voltada à aviação geral. Entre as principais intervenções estão:
– construção de uma nova taxiway (TWY “A”) mais afastada da pista de pouso e decolagem, aumentando a segurança das operações,
– nova pavimentação da pista, reparos nas taxiways,
– implantação de áreas de segurança de fim de pista (RESA),
– substituição do sistemas PAPI,
– iluminação e sinalização de última geração, reforçando a confiabilidade operacional,
– requalificação dos sistemas de drenagem, ampliando capacidade e eficiência do terminal, e,
– implantação de novas vias de serviço.

Carta ADC com efetividade em 22/01/2026 incorporou as alterações nas distâncias declaradas e de sistema indicador de rampa de aproximação de precisão PAPI na cabeceira 30 (com ângulo de rampa de 3,14°, para MEHT de 56,4 pés), em substituição ao sistema APAPI (com rampa de 3° e MEHT de 51,56 pés). A cabeceira 12 não tem sistema indicador de rampa de aproximação.

O Campo de Marte (SBMT) tem pista (12/30) de 45 x 1.600 m., de asfalto (resistência PCN 16 e resistência de subleito baixa), com faixa de pista de 150 80 [=45+40] x 1.720 m. [=1.600+120]. As cabeceiras deslocadas – 300 m. cabeceira 12 e 150 m. cabeceira 30 -, e a implantação de RESA (nas duas extremidades – 76 m. na cabeceira 30 e de 90 m. cabeceira 12), resultaram as seguintes distâncias operacionais (conforme carta ADC com efetividade em 22/01/2026):

RWY    TORA (m.)                   ASDA (m.)                      TODA (m.)                LDA (m.)
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12        1.450 [=1.600-150]                 1.600                                      1.450                             1.300 [=1.600-300]      
12      1.450 [=1.600-150]         1.524 [=1.600-76]           1.450                      1.224 [=1.600-300-76]
30        1.300 [=1.600-300]                 1.600                                      1.300                             1.450 [=1.600-150]
30      1.300 [=1.600-300]         1.510 [=1.600-90]           1.300                      1.360 [=1.600-150 -90]
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A pista é dotada de sistemas de luzes de cabeceiras e luzes laterais ao longo da pista a cada 60 m., além de iluminação de taxiways.

“Agora, com a infraestrutura adequada, podemos avançar no processo de implantação da operação por instrumentos, do tipo não-precisão, que será um divisor de águas.  Significa dizer que Campo de Marte deixará de ser refém do tempo. Significa mais segurança, mais regularidade, mais previsibilidade para todos os operadores”, pontuou Rogério Prado, CEO da PAX Aeroportos, que divulgou a entrega das obras de ampliação e adequação em nota no dia 19 no seu portal.

O Campo de Marte (SBMT) ora é aprovado para operação VFR diurno/noturna, sendo homologado (cf. carta VAC) com “mínimo meteorológico” de Teto de 1.200 pés (com visibilidade de 5 km).

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a relevância das intervenções para o fortalecimento da aviação geral no país. “Campo de Marte é um aeroporto histórico para a aviação brasileira. As melhorias ampliam a segurança operacional, aumentam a eficiência e criam melhores condições para os usuários. Seguimos avançando na modernização da infraestrutura aeroportuária para garantir que o Brasil esteja preparado para atender à crescente demanda da aviação, principalmente no segmento regional”, afirmou.

Além das obras da Fase 1B, a PAX Aeroportos realizou uma série de ações complementares no sítio aeroportuário, como a aquisição de veículos elétricos e tratores agrícolas, reparos em cercas, manutenção da vegetação com adequações ambientais e modernização de equipamentos eletrônicos. Também estão em andamento a ampliação do sistema de monitoramento por câmeras (CFTV) e ajustes no terminal de passageiros (TPS), que passará por futuras melhorias. 

Inaugurado em 1929, o Aeroporto Campo de Marte é um dos mais tradicionais do país e desempenha papel estratégico concentrando operações da aviação executiva. Com as melhorias, o terminal pode absorver parte da demanda de vôos do Aeroporto de Congonhas (SBSP) aliviando a pressão operacional do terminal. 

A PAX Aeroportos é a concessionária responsável desde 2023 pela operação e infraestrutura dos aeroportos de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e Campo de Marte, em São Paulo. Dedicados à aviação de negócios, os dois aeroportos estão localizados em áreas centrais das duas principais capitais do país e são usados principalmente para vôos executivos. Jacarepaguá também concentra um volume expressivo de vôos de helicópteros de grande porte para plataformas de petróleo localizadas na Bacia de Santos.

A PAX Aeroportos assumiu a operação privada do Campo de Marte em 15 de agosto de 2023 e de Jacarepaguá em 1º de setembro de 2023, pelo prazo de 30 anos.

Conforme dados do DECEA, em 2025 o Aeroporto Campo de Marte (SBMT) movimentou (pouso e decolagem) 66.781 aeronaves (5.565 mov./mês), com alta de 14,7% sobre 2024, ocupando a 12ª posição no ranking brasileiro, com máximo mensal de 6.487 mov. e mínimo mensal de 4.534 movimentos. A Aviação Geral participou com 60.332 movimentos (5.027 mov./mês) – 90% do movimento total -, com alta de 17,2% sobre 2024, com máximo mensal de 5.944 mov. e mínimo mensal de 4.031 movimentos. Da movimentação da aviação geral (de 60.332 aeronaves), foram 34.851 aviões (57,8% dos movimentos da AG), com alta de 14,5% sobre 2024, e 25.481 helicópteros (42,2%), com alta de 21,3% sobre 2024. A cabeceira 12 respondeu por maior parte das operações (69%).

O Campo de Marte (SBMT) também tem heliponto (11/28), com dimensões de 25 x 25 m., para aeronaves com até 4.000 kg., exclusivamente para operações de segurança pública e defesa civil.

Entre os aeroportos da aviação geral, os mais movimentados foram:
1 – Aeroporto de Jacarepaguá (SBJR), no RJ – na 7ª posição do ranking geral, com 106.318 movimentos, 3,6% do total, com alta de 29%.
2 – Aeroporto Campo de Marte/São Paulo (SBMT), em SP – na 12ª posição do ranking geral, com 66.781 movimentos, 2,26% do total, com alta sobre 2024 de 14,7%.
3 – Aeroporto da Pampulha/Belo Horizonte (SBBH), em MG – na 14ª posição do ranking geral, com 62.080 movimentos, 2,10% do total, com alta sobre 2024 de 10,9%.
4 – Aeroporto de Jundiaí (SBJD), em SP – na 19ª posição do ranking geral, com 49.301 movimentos, 1,67% do total, com alta sobre 2024 de 24,4%.
5 – Aeroporto do Bacacheri/Curitiba (SBBI), no PR – na 24ª posição do ranking geral, com 33.768 movimentos, 1,14% do total, com alta sobre 2024 de 4,8%.
6 – Aeroporto Nacional de Aviação/Goiânia (SBNV), em GO – na 26ª posição do ranking geral, com 26.663 movimentos, 0,90% do total, com alta sobre 2024 de 15,6%.
7 – Aeroporto Catarina Executivo SP (SBJH), em São Roque/SP – na 28ª posição do ranking geral, com 25.662 movimentos, 0,87% do total, com alta sobre 2024 de 52,4%.

Os maiores movimentos da aviação geral em aeródromos foram registrados nos seguintes aeródromos:
1 – Aeroporto de Jacarepaguá (SBJR), no RJ – na 7ª posição do ranking geral, com 102.371 movimentos (96,3% da movimentação total do aeródromo de 106.318 movimentos), com alta de 34%.
2 – Aeroporto Campo de Marte/São Paulo (SBMT), em SP – na 12ª posição do ranking geral, com 60.332 movimentos (90,3% da movimentação total do aeródromo de 66.781 movimentos), com alta sobre 2024 de 17%.
3 – Aeroporto da Pampulha/Belo Horizonte (SBBH), em MG – na 14ª posição do ranking geral, com 59.354 movimentos (95,6% da movimentação total de 62.080 movimentos), com alta sobre 2024 de 11%.
4 – Aeroporto de Jundiaí (SBJD), em SP – na 19ª posição do ranking geral, com 48.187 movimentos (97,7% da movimentação total do aeródromo de 49.301 movimentos), com alta sobre 2024 de 27%.
5 – Aeroporto de Brasília (SBBR), no DF – na 3ª posição do ranking geral, com 31.838 movimentos (20,3% da movimentação total do aeródromo de 157.135 movimentos), com alta sobre 2024 de  8%.
6 – Aeroporto do Bacacheri/Curitiba (SBBI), no PR – na 24ª posição do ranking geral, com 28.835 movimentos (85,4% da movimentação total do aeródromo de 33.768 movimentos), com alta sobre 2024 de 5%.
7 – Aeroporto Santa Genoveva/Goiânia (SBGO), em GO – na 15ª posição do ranking geral, com 28.685 movimentos (49,7% da movimentação total do aeródromo de 57.685 movimentos), com alta sobre 2024 de 2%.
8 – Aeroporto de Congonhas (SBSP), em SP – na 7ª posição do ranking geral, com 27.271 movimentos (12,7% da movimentação total do aeródromo), com redução sobre 2024 de 40%.
9 – Aeroporto Nacional de Aviação/Goiânia (SBNV), em GO – na 26ª posição do ranking geral, com 26.574 movimentos (99,7% da movimentação total do aeródromo de 26.663 movimentos), com alta sobre 2024 de 16%.

Em 2024, o Aeroporto Campo de Marte (SBMT) movimentou (pouso e decolagem) 58.232 aeronaves (4.853 mov./mês), com baixa de 1,8% sobre 2023, ocupando a 12ª posição no ranking brasileiro, com máximo mensal de 5.571 mov. e mínimo mensal de 4.237 movimentos. A Aviação Geral participou com 51.456 movimentos (4.288 mov./mês) – 88,4% do movimento total -, com queda de 2% sobre 2023, na 3ª posição no ranking , com máximo mensal de 4.965 mov. e mínimo mensal de 3.732 movimentos. Da movimentação da aviação geral (de 51.456 aeronaves), foram 30.445 aviões (59,2% dos movimentos da AG), com alta de 1,4% sobre 2023, e 25.481 helicópteros (40,8%), com alta de 12,3% sobre 2023.

Em 2023, o Aeroporto Campo de Marte (SBMT) movimentou (pouso e decolagem) 59.297 aeronaves (4.941 mov./mês), com alta de 3% sobre 2022, ocupando a 14ª posição no ranking brasileiro, com máximo mensal de 5.381 mov. e mínimo mensal de 4.096 movimentos. A Aviação Geral participou com 52.711 movimentos (4.393 mov./mês) – 88,9% da movimentação total -, com alta de 5% sobre 2022, na 2ª posição no ranking, com máximo mensal de 5.338 mov. e mínimo mensal de 3.606 movimentos.