O desafio da EBAA para garantir para aviação executiva acesso proporcional e justo a slots em aeroportos europeus com capacidade cada vez mais limitada, em 03.05.26


Em post no dia 30 na plataforma online da AIN, o responsável editorial da mídia Charles Alcock e a redatora de notícias da mídia Charlotte Bailey repercutiram o entrave das restrições de infraestrutura em aeroportos europeus, demandando operação por slots, com garantir acesso proporcional e justo a slots continuando ser um grande desafio para operadores aéreos.

Os articulistas observam que acesso flexível a aeroportos é, sem dúvida, o item mais atraente no “cardápio” da aviação executiva. Sem esse ingrediente, o segredo do sucesso do setor perde um pouco do seu charme, e esse é o dilema que os operadores na Europa enfrentam cada vez mais.

Garantir acesso proporcional e justo a slots em aeroportos com capacidade cada vez mais limitada continua sendo um grande desafio, segundo a EBAA (associação da aviação executiva européia).

Róman Kok, diretor de relações públicas e comunicação da EBAA, disse para a AIN que o setor tem sido tratado como “o azarão” no acesso a slots por muito tempo, e que os esforços de lobby estão sendo intensificados para exigir um tratamento equitativo.

O atual sistema de regulamentação de slots da Europa foi concebido em 1993 e, embora Kok tenha afirmado que foi criado para o crescimento do transporte aéreo, os reguladores evidentemente “nunca consideraram como operar sob um sistema de restrições”. Na época, a EBAA tinha influência mínima no processo e agora seus membros se veem desproporcionalmente excluídos, à medida que os aeroportos maximizam a capacidade para as cias. aéreas do transporte aéreo regular e, aparentemente, também buscam apaziguar ambientalistas.

Em janeiro, o Aeroporto de Eindhoven (EHEH), na Holanda, efetivamente proibiu aeronaves executivas, e a EBAA teme que, se esse precedente não for devidamente contestado, a abordagem possa ser normalizada em outras cidades européias. Kok disse para a AIN que, embora a administração de Eindhoven inicialmente tenha usado preocupações ambientais e reclamações sobre ruído, “logo perceberam que essa era uma forma discriminatória de argumentar, então mudaram sua defesa para invocar a regulamentação de slots”. Posteriormente, a EBAA perdeu uma ação judicial contra a proibição.

A justificativa dos aeroportos para restringir o acesso – exemplificada também por esforços em outros lugares para restringir o acesso noturno em cidades como Londres (Inglaterra) – é, segundo a EBAA, fundamentalmente falha; a maioria dos jatos executivos produz menos ruído do que os grandes aviões comerciais. Caso estes últimos consigam mais slots, o aumento no número de vôos implicaria um aumento inevitável no ruído geral, de acordo com a EBAA. Mas “as ramificações se infiltram na percepção pública e na regulamentação”, sugeriu Kok.

No entanto, a EBAA vê algum motivo para otimismo, visto que a Comissão Européia está agora revisando regulamentações parecendo reconhecer como falhas. Apesar de ter perdido a liminar em Eindhoven, disse Kok, “a Comissão entendeu que está efetivamente minando o princípio básico de um mercado único, acesso justo e igualdade de condições”.

A equipe da EBAA está trabalhando em estreita colaboração com cerca de 80 membros do Parlamento Europeu, incluindo o chefe da aviação do grupo político Renew Europe (Renovando a Europa). A associação está colaborando na elaboração do documento de posicionamento que o grupo apresentará à Comissão, alavancando seus esforços conjuntos de lobby e pressionando por um acesso mais justo para todos os usuários do espaço aéreo. Kok afirmou: “Esta é a primeira vez na história que um grupo parlamentar assume uma posição oficial em defesa dos interesses da aviação executiva”.

Kok acredita que o atual Parlamento Europeu (2024 a 2029) está oferecendo mais espaço para discussões construtivas dentro do setor do que o anterior. “Há um reconhecimento começando a surgir … e estamos ganhando mais força em nosso trabalho de lobby do dia a dia”, concluiu. [EL] – c/ fonte