ANAC participa de debate na Câmara Federal sobre alta do preço do QAv, apresentando os impactos da crise mundial na oferta de vôos e no preço das passagens, em 24.05.26
Em nota no seu portal, a ANAC divulgou a sua participação de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre as medidas do governo federal para conter a alta no preço do querosene da aviação (QAv), em decorrência da guerra no Oriente Médio, realizada no dia 21.
A sessão foi realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor e reuniu autoridades de instituições públicas e privadas. A audiência foi solicitada e conduzida pelo deputado Felipe Carreras.
O gerente de acompanhamento de mercado da Superintendência de Acompanhamento de Serviços Aéreos, Luiz Fernando Pimenta, representou a ANAC.
Além da ANAC, participaram da sessão [1] Isabella Pozzeti Guimarães, do Ministério do Turismo, [2] Clarissa Barros, da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos (SAC/MPOR), [3] Edie Andreeto Junior, do Ministério de Minas e Energia (MME), [4] Thiago Dias de Oliveira, da Petrobras, [5] Juliano Noman, da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), [6] Guilherme Silva Cardoso, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e [7] Daniel Carnaúba, da Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON).
A crise é global. No Brasil, de fevereiro a maio, o valor do combustível da aviação sofreu elevação de 100%, o que gerou impacto direto na tarifa e na oferta de vôos.
Pimenta explicou a composição do preço da passagem vendida ao consumidor, sendo o QAv o de maior relevância, representando 30% do total.
O valor médio do bilhete foi de R$ 669,41 por trecho em abril, o que representa um aumento de 9% se comparado ao mesmo mês do ano passado. Apesar do acréscimo no preço, Pimenta destacou o crescimento do número de passageiros transportados não apenas no período, mas ao longo dos últimos meses, com recorde em 2025 – 101 milhões de passageiros transportados em rotas nacionais.
De acordo com Pimenta, a previsão para maio é uma redução de 5,2% no número de vôos. Em junho, a estimativa é cair 3,9%.
“Embora tenhamos impacto na malha aérea, nenhum destino nacional deixou de ser atendido até o momento. Se considerarmos o impacto por região do país, observamos, inclusive, uma previsão de acréscimo de 5,6% de vôos para junho na região Norte, ao contrário das demais regiões”, pontuou Pimenta.
A ANAC enfatizou ainda que os dados são recebidos das empresas aéreas e monitorados permanentemente, a fim de acompanhar o desenvolvimento do mercado de transporte aéreo e subsidiar tecnicamente o governo federal no desenvolvimento de políticas públicas par fortalecer o setor.
A ANAC segue monitorando os impactos do preço do QAv, e reforça o apoio às medidas anunciadas em abril para minimizar os efeitos aos consumidores e às operações aéreas.
