Apesar do conflito com o Irã, mercado de jatos executivos permanece forte no 1T26, com crescimento do PIB global impulsionando as partidas de jatos executivos e a carteira de encomendas das fabricantes, aponta reporte trimestral da financeira GJC, em 07.06.26


Em post no dia 27 (de maio) na plataforma online da AIN, Kerry Lynch, editora da revista mensal da mídia, repercutiu os dados do último reporte de mercado de aeronaves executivas da financeira Global Jet Capital (GJC), relativo ao primeiro trimestre do ano (1T26).

A despeito das incertezas geopolíticas, os fundamentos do mercado de jatos executivos permaneceram sólidos e a demanda forte, com aumento nas partidas de aeronaves, crescimento na carteira de pedidos dos fabricantes originais e estoque estável de aeronaves usadas disponíveis no primeiro trimestre, de acordo com o último relatório de mercado da Global Jet Capital (GJC).

Além disso, a financiadora de jatos executivos está otimista de que os “fortes alicerces” da economia estão preparando a indústria para um vigor contínuo ao longo do ano.

A GJC observou que mesmo com o conflito no Médio Oriente, a economia global sustentou um crescimento constante do PIB de 2,7% no primeiro trimestre.

Isso serviu de pano de fundo para o crescimento generalizado nas partidas de jatos executivos, que aumentaram 3,8% na base de comparação ano x ano (YoY) nos primeiros três meses do ano. Enquanto isso, os pedidos por entrega de fabricantes de jatos executivos aumentaram 19,3% em relação ao ano anterior no primeiro trimestre, com as quatro fabricantes que reportaram resultados atingindo US$ 57,1 bilhões.

O estoque disponível de jatos usados ​​caiu para 6,7% da frota total, ante 7,2% um ano atrás. Além disso, os valores de avaliação de mercado (Blue Book) subiram 1,1%.

No entanto, a GJC também reportou possíveis dificuldades nas transações combinadas de jatos novos e usados, com o volume financeiro (em US$) caindo 27,3%, mas apontando que isso pode refletir o momento da divulgação dos dados.

A GJC destacou as ‘turbulências’ econômicas decorrentes do conflito no Oriente Médio, com os preços do petróleo Brent disparando 106,5% e o Índice de Volatilidade do EUA (VIX) subindo 68,9%. Mesmo assim, acrescentou, “a base econômica mais ampla permaneceu sólida”, com o crescimento do PIB global.

Para o futuro, os analistas esperam que a economia global permaneça resiliente, desde que não haja mudanças significativas no status do conflito no Oriente Médio ou em seu impacto nos mercados de energia. Com o crescimento econômico constante e a geração de riqueza que o acompanha, o mercado de jatos executivos deverá ter um bom desempenho em 2026.

A América do Norte liderou o crescimento global de partidas de jatos executivos, com um aumento de 4,3% na comparação anual (1T26 x 1T25), enquanto o resto do mundo, em conjunto, registrou um aumento de 2,5%.

As operações de propriedade compartilhada impulsionaram esse crescimento de movimentação de vôos da aviação executiva, observou a GJC.

“Esse forte desempenho reflete a expansão consistente da base de usuários da aviação executiva nos últimos cinco anos”, declarou a financeira. “Apoiadas pelas principais propostas de valor do setor – segurança pessoal, flexibilidade, produtividade e conforto – espera-se que as operações de vôo permaneçam estáveis ​​em 2026”, prevê a GJC.

Quanto à carteira de pedidos (backlog) das fabricantes de aeronaves (OEM), as encomendas vieram de usuários privados, além de operadores de frotas. O aumento de quase 20% ocorreu mesmo com as quatro grandes fabricantes que divulgaram resultados do primeiro trimestre também tendo reportado um aumento nas entregas. Isso manteve a relação entre pedidos e faturamento (book-to-bill) acima de 1:1. Os prazos de entrega das aeronaves permanecem na faixa de 18 a 24 meses (1,5 a 2 anos).

Apontando para a queda de quase 30% em relação ao ano anterior no volume de transações (em US$) nos mercados de jatos executivos novos e usados, a GJC afirmou que a retração ocorreu após um final de 2025 movimentado, quando o volume financeiro (em US$) aumentou 19,3%. Quanto aos resultados do primeiro trimestre, “essa queda reflete tendências reais do mercado, incluindo as contínuas restrições na cadeia de suprimentos e na mão de obra”, apontou a GJC. No entanto, a financeira também alertou que “uma parcela significativa da queda pode ser atribuída a atrasos na divulgação dos dados oficiais. À medida que mais transações forem reportadas, esperamos que os resultados do primeiro trimestre de 2026 estejam mais alinhados com as tendências históricas”. [EL] – c/ fonte