Com aumento de 1,5% em 205, o maior da região em anos, frota de jatos executivos na APAC cresce com demanda de operações de longo alcance, em 05.05.26


Em post no dia 28 na plataforma online da AIN, a editora da revista mensal da mídia Kerry Lynch repercutiu o crescimento da frota de aeronaves executivas na região Ásia-Pacífico (APAC) em 2025, com base no Relatório de Frota de Jatos Executivos para 2025 – Business Jet Fleet Report for 2025 -, recém-divulgado pelo Asian Sky Group (ASG).

Embora ainda cresça em um ritmo relativamente lento, a frota de jatos executivos na região Ásia-Pacífico expandiu 1,5% no ano passado, para 1.168 aeronaves, marcando a maior taxa de crescimento regional desde a pandemia de Covid-19, de acordo com o relatório de frota anual de 2025, do Asian Sky Group (ASG). Esse aumento refletiu 40 novas entregas na região e 77 adições de aeronaves usadas, perfazendo 117 incorporações, compensadas por 100 baixas. Outros 28 jatos executivos mudaram de base dentro da região.

Mesmo com uma ligeira redução na frota de jatos executivos da China continental, com uma queda de seis (6) unidades em relação ao ano anterior (YoY) no final de 2025, totalizando 243 aeronaves (20,8% da frota), o país continua sendo o maior mercado para o segmento na região Ásia-Pacífico. Contudo, a frota da Grande China como um todo registrou um aumento de uma aeronave executiva no ano passado, graças ao crescimento em Hong Kong.

Os jatos executivos de longo alcance continuam a dominar a região, representando 30 das 40 novas entregas em 2025. Essa categoria totalizou 408 jatos (34,9% da frota) no final de 2025. Isso evidencia a necessidade de missões intercontinentais conectando a Ásia-Pacífico com a Europa e a América do Norte, apurou a ASG.

Aeronaves de longo alcance de última geração estão se multiplicando, com a frota do Bombardier Global 7500 atingindo 46 aeronaves e a do Gulfstream G700, uma dúzia (12), até o final de 2025. O Gulfstream G650/ER é um dos modelos de longo alcance mais operados na região Ásia-Pacífico, com o G650ER representando 98 aeronaves.

Da mesma forma, a atividade de aeronaves de longo alcance foi mais forte no segmento de usados ​​na região Ásia-Pacífico. Oito (8) jatos Gulfstream G550 foram adicionados no ano passado, assim como seis (6) jatos Dassault Falcon 7X e quatro (4) jatos EMBRAER Legacy 600.

A demanda se manteve estável, mas o crescimento foi limitado para jatos médios, leves e muito leves, segundo relatório da ASG. Todas essas categorias apresentaram leve queda em relação ao ano anterior, com a única exceção sendo o jato leve Pilatus PC-24. Essa frota totalizou 25 aeronaves no final do ano.

“No geral, os dados apontam para um mercado cada vez mais moldado por atualizações de longo prazo e atividades de substituição, em vez de um crescimento generalizado em todas as categorias de tamanho”, registrou a ASG.

Por fabricante de equipamentos originais (OEM), a Bombardier deteve a maior base na região, com 311 aeronaves (26,6% da frota) no final do ano, seguida pela Gulfstream, com 292 aeronaves (25%), e pela Textron Aviation, com 287 aeronaves (24,6%).

A Gulfstream, no entanto, foi a empresa com o maior número de novas entregas na região em 2025, com 19 aeronaves, avaliadas em US$ 1,17 bilhões, segundo a ASG. A Bombardier veio em seguida, com 12 aeronaves, avaliadas em US$ 830 milhões.

Depois da China (243 aeronaves – 20,8% da frota), a Austrália foi o segundo maior mercado, com 218 aeronaves (18,7% da frota). Em contrapartida, sua frota é composta principalmente por jatos leves e muito leves para operações domésticas e regionais.

A Índia foi o principal ‘motor’ de crescimento: sua frota aumentou em 20 aeronaves, chegando a 188 (16,1% da frota), o que a torna o terceiro maior mercado da região.

A frota da Ásia Meridional aumentou em 19 aeronaves, mas a frota do Sudeste Asiático diminuiu em oito aeronaves, totalizando 279 (23,9% da frota) em 2025. [EL] – c/ fonte