DECEA realiza análise técnica no Santos Dumont (RJ) para autorização do evento de iatismo Sail GP 2026, na Baía de Guanabara, quanto à interferência de objetos (por barcos à vela) em espaço aéreo do aeroporto, em 18.04.26


Em nota no dia 13, o DECEA divulgou que realizou um processo de avaliação técnica e autorização para o evento Sail GP, a liga global de vela de alta performance, realizado nos dias 11 e 12 de abril, nas águas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Por ocorrer nas proximidades do aeroporto Santos Dumont (SBRJ), foi necessária análise AGA (Aeródromos e Auxílios Terrestres), pois os barcos à vela tinham aproximadamente 30 m. (98 pés) de altura, como se fossem Objetos Projetados no Espaço Aéreo (OPEA), em área próxima ao aeródromo, podendo afetar a segurança ou a regularidade das operações aéreas.
Após aprovação por parte do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), quanto aos OPEA, foi necessária análise de Gerenciamento de Tráfego Aéreo (ATM), por envolver helicóptero envolvido na filmagem do evento. Considerando-se o local e o volume de espaço aéreo a ser ocupado pelo helicóptero, identificou-se a possibilidade de interferência na operação do Aeroporto Santos Dumont.

 Em seguida, foi realizado pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) uma análise de impactos ao gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo (ATFM) do aeródromo, considerando como prioridade o tráfego aéreo nas imediações, além de reuniões com as companhias aéreas, administração aeroportuária e organizações envolvidas no evento.

Durante o Sail GP, profissionais do CGNA foram deslocados para a Torre de Controle do Aeroporto Santos Dumont (TWR-RJ), para o Controle de Aproximação do Rio de Janeiro (APP-RJ) e para o local do evento, visando o gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo enquanto se viabilizava a competição.
Segundo o comandante do CGNA, coronel aviador Deoclides Fernandes Barbosa Vieira, essas coordenações representam a aplicação na prática, por parte do DECEA, do que estabelece a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) em seu DOC 9971 – Manual do ATFM Colaborativo. “Ele estabelece que, de fato, o sucesso do ATFM está diretamente condicionado pela capacidade de permitir e garantir o envolvimento e as necessidades de todos os atores e stakeholders ao longo de todo o processo”, pontuou.

O trabalho de coordenação, realizado de modo colaborativo, foi essencial para garantir a fluidez e a manutenção da segurança e eficiência da navegação aérea, sem impacto para o usuário do espaço aéreo.

Atuação da Torre de controle pela NAV Brasil (DNRJ) contribui para o sucesso do Sail GP na Baía de Guanabara
Em nota no dia 14, a NAV Brasil divulgou seu papel para as operações do Santos Dumont (SBRJ) durante o evento Sail GP.

Na nota, a NAV Brasil divulgou que, nos dias 11 e 12 de abril, a Baía de Guanabara foi palco do “Enel Rio Sail Grand Prix” (Sail GP), uma competição internacional de vela conhecida como a “Fórmula 1 dos Mares”. O evento foi realizado na área da baía defronte à praia de Botafogo e, portanto, próxima à pista do Aeroporto Santos Dumont.

Em virtude do potencial impacto às operações aéreas no aeródromo, o planejamento envolveu um amplo processo de coordenação entre DECEA, CGNA, CRCEA-SE, DTCEA-GL, NAV Brasil, ABEAR, cias. aéreas e a organização do Sail GP.

O principal desafio foi compatibilizar o fluxo aéreo do Santos Dumont com a operação contínua do helicóptero responsável pela transmissão ao vivo do evento para o mundo. Em diversos momentos, os enquadramentos necessários para a cobertura televisiva coincidiam com o eixo da pista do aeródromo, exigindo alto nível de sincronização para que ambas as operações ocorressem de forma segura e simultânea.

A gestão dessa logística ficou a cargo dos controladores da TWR-RJ (da NAV Brasil), que conduziram o tráfego aéreo com eficiência, sem gerar atrasos nas operações do aeroporto nem interferências no cronograma do evento esportivo.

Localizado em uma área de elevado apelo turístico e complexidade operacional, o espaço aéreo no entorno do Aeroporto Santos Dumont recebe, frequentemente, eventos de grande porte e os profissionais da TWR-RJ lidam rotineiramente com um cenário que combina elevada densidade de tráfego aéreo, movimentação de embarcações e operações com aeronaves não tripuladas (drones) na Baía de Guanabara, particularidades que demandam elevado nível técnico e capacidade de coordenação.

Durante o Sail GP, esse padrão de excelência voltou a ser evidenciado. Sob a liderança do coordenador Flávio Brito, chefe da TWR-RJ, a equipe manteve elevado desempenho na prestação do serviço de controle de tráfego aéreo, permitindo a realização da competição sem qualquer impacto à segurança operacional.

Para a gerente da DNB (Dependência da NAV Brasil), Andrea Cavalcanti, o evento reforça a credibilidade da unidade. “O Sail GP passa a integrar o currículo da DNB-RJ e consolida, mais uma vez, a competência de todo o nosso efetivo. O mérito é integralmente dos controladores, e é motivo de orgulho entregar um serviço de excelência que culmina no sucesso de todos os envolvidos”, Cavalcanti afirmou.