Levantamento da atividade de vôos da aviação executiva européia pela WingX destaca variações na resiliência do segmento no continente, com recuperação pós-Covid mais lenta na comparação com o mundo, em 17.03.26


Em post no dia 17 na plataforma online da AIN, a redatora de notícias Charlotte Bailey repercutiu pesquisa de atividade da aviação executiva européia pela provedora de dados por rastreamento de vôos WingX.

Embora a atividade da aviação executiva européia represente atualmente cerca de 15% do movimento do segmento global total, a recuperação do continente após a Covid-19 tem sido significativamente mais lenta do que a observada em outros lugares. Em um discurso na conferência da Associação Britânica de Aviação Executiva e Geral (BBGA) em 12 de março, o CEO da WingX, Richard Koe, revelou que um total de 567.842 partidas européias em 2025 foram impulsionadas pela mudança no uso regional, um aumento em aeronaves maiores e o declínio acentuado do setor de vôos corporativos.

Imagem por WingX/AIN

Embora seja resiliente o suficiente para se recuperar, a aviação executiva européia ficou notavelmente atrás do crescimento pós-pandemia observado no EUA, mostra a pesquisa da WingX.

Em 2025, a atividade européia aumentou 10% desde 2019, versus o crescimento de 31% doa atividade no EUA. Isso, acredita Koe, pode ser parcialmente atribuído a desempenho econômico por uma taxa de crescimento anual composta (CAGR – compound annual growth rate) – PIB – da Europa “decepcionante” apenas 2,1% em 2025, contra 1,9% antes da Covid. “Isso representa uma pequena melhora, enquanto nos EUA é o dobro”, explicou Koe.

No entanto, com os vôos regulares atendendo agora a menos rotas e com horários reduzidos, a recuperação das cias. aéreas européias é igualmente pouco animadora.

“No geral, a atividade de jatos executivos na Europa não teve um desempenho particularmente bom …, mas, em comparação com a atividade regular, certamente oferece um serviço mais completo”, sugeriu Koe.

Das 10 principais cidades européias para partidas de jatos executivos, os vôos regulares caíram em todas, com exceção de Mallorca.

Em particular, um aumento de 51% nos vôos privados para Milão – algo que Koe acredita poder ser atribuído às “estruturas fiscais generosas” da cidade do norte da Itália – também coincide com uma queda de 29% nos voos regulares que atendem às mesmas rotas.

O cenário pós-Covid também apresentou mudanças na demanda regional, com os mercados tipicamente fortes da Europa Central sendo suplantados pela crescente demanda por destinos na Europa Ocidental e na região do Mediterrâneo. Um aumento de 46% no tráfego do sul da Europa foi impulsionado por uma economia e um turismo em crescimento mais acelerado, enquanto no norte da Europa, um aumento de 37% foi fortemente influenciado pela guerra em curso na Ucrânia.

Do total de 7,52 milhões de partidas européias em 2025, os aeroportos de Londres (Inglaterra) mantiveram a liderança, embora os jatos executivos representassem apenas 9% do total de movimentos. Em comparação com 2019, o crescimento mais forte veio de Milão/Itália (aumento de 49%), seguido por Madri/Espanha (aumento de 44%), com Mallorca e Roma/Itália registrando aumentos de 42% e 41%, respectivamente.

A atividade de jatos de cabine média e grande na Europa aumentou 6% no geral, enquanto em 2025.

O jato médio Cessna Citation Excel representou cerca de 9% de todas as partidas. O Bombardier Challenger 300/350 apresentou o maior crescimento anual, com alta de 15% em relação a 2024 e de 56% desde 2019.

Apesar da queda na atividade de jatos leve, o Cessna Citation M2 também registrou o maior aumento anual de utilização, com alta de 37% em relação a 2024.

A evolução das aeronaves é acompanhada por uma mudança notável na forma como os clientes utilizam esses jatos, com a propriedade compartilhada apresentando um crescimento de 66,4% desde 2019. Os departamentos de operação de propriedade compartilhada e vôos privados experimentaram um crescimento particularmente forte na região do Mediterrâneo, com alta de 46%, impulsionado principalmente pela Itália e Grécia. A Alemanha e a Áustria, no entanto, registraram queda na utilização da propriedade compartilhada de 5,9% e 7,2%, respectivamente. Os departamentos da operação executiva em geral também registraram uma queda de 32,7% desde 2019.

Das 10 principais cidades européias de partida de jatos executivos em volume, Munique, na Alemanha, foi a única a apresentar declínio no tráfego, com uma queda de 3% nas partidas. [EL] – c/ fonte