Guerra entre o EUA e Israel contra o Irã já afetando profundamente aa aviação executiva no Oriente Médio, em 20.03.26
Em post no dia 19 na plataforma online da AIN, Curt Epstein, editor de assuntos de serviços da aviação executiva da mídia, repercutiu os efeitos da guerra entre o EUA e Israel contra o Irã para a aviação executiva no Oriente Médio.
Epstein aponta que o conflito está tendo um profundo efeito no tráfego da aviação executiva na região do Oriente Médio, pelos dados de monitoramento do setor, WingX Advance. Com o conflito agora em sua terceira semana, as partidas de jatos executivos caíram 44% em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto os preços do combustível de aviação continuam a subir.
A subsidiária da JetNet observou em seu relatório semanal Global Market Tracker que o preço do querosene de aviação (JET-A) subiu em todos os principais índices de referência, com os custos no Golfo Pérsico agora mais que o dobro dos níveis pré-conflito.
Desde 03 de março, o número de jatos executivos parqueados na região diminuiu de 164, avaliados em quase US$ 5 bilhões, para 69, avaliados em pouco mais de US$ 2 bilhões. Dubai registrou o maior êxodo, com os 51 jatos em solo em 3 de março tendo partido até a última terça-feira (17).
Embora tenha parecido se estabilizar na semana passada, a atividade de vôos na região consistiu em grande parte de um êxodo de aeronaves, muitas delas buscando segurança na Turquia, que agora se consolidou como um importante centro de trânsito para a aviação executiva. Desde o início da guerra, 545 vôos do Oriente Médio pousaram na Turquia e, com quase 300 aeronaves ainda no país, a WingX indica que “os operadores estão mantendo suas posições em vez de se comprometerem com uma mudança adicional”. A WingX observou: “além da Turquia, os próximos destinos mais significativos foram Omã e os Emirados Árabes Unidos, confirmando que uma parcela considerável do tráfego deslocado está se reposicionando cautelosamente de volta para o Golfo, em vez de fugir para o oeste”.
A análise da WingX para a 11ª semana do ano (2ª semana de março) na região mostrou que apenas 922.000 galões (3,5 milhões de litros) de combustível de aviação foram abastecidos — uma queda de quase 50% em comparação com a semana anterior (1ª semana de março). Combinando os dados de partidas e abastecimento de combustível, percebe-se que a 11ª semana representa a maior interrupção operacional na atividade de jatos executivos no Oriente Médio desde o início do conflito (em 28 de fevereiro).
Enquanto a atividade global registrou um aumento de quase 4% em relação ao ano anterior, o total para o Oriente Médio desde o início do ano é agora quase 10% menor do que no ano anterior.
“A queda de 44% em relação ao ano anterior é a mais acentuada que registramos desde o início do conflito e, com os preços do querosene de aviação (Jet A) continuando a subir, as operadoras em toda a região enfrentam um duplo obstáculo: demanda reprimida e custos de combustível em alta”, explicou o analista da WingX, Nick Koscinski. “A questão agora, para a 12ª semana, é por quanto tempo as operadoras conseguirão suportar esse nível de interrupção antes que o custo de ficar de fora supere o risco de retornar à região”, completou Koscinski. [EL] – c/ fonte
