IATA estima produção de combustível de aviação sustentável (SAF) neste ano com volume incipiente ao consumo e às metas, em 14.06.26


Em post no dia 13 na plataforma online da AIN, Curt Epstein, editor de serviços da aviação executiva da mídia, repercutiu que um novo relatório da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estima que a produção de combustível de aviação sustentável (SAF) deste ano atingirá 2,4 milhões de toneladas, um volume que ainda representa apenas 0,8% do consumo de combustível de aviação.

Atualmente, a grande maioria do SAF produzido provém de óleos de cozinha, gorduras e graxas usados, através do processo HEFA, mas essas matérias-primas são limitadas. Os combustíveis SAF de próxima geração utilizam grandes quantidades de energia renovável para converter hidrogênio verde, água e CO2 em combustível de aviação por meio de um processo de conversão de energia em líquido (PtL – power-to-liquid).

A IATA observou que recentes diretrizes na União Européia e no Reino Unido exigem a produção de e-SAF em torno de 0,6 milhão (600 mil) de toneladas até 2030. No entanto, a capacidade de produção global atualmente em operação e em construção é de cerca de 0,02 milhão (20 mil) de toneladas, com apenas uma unidade de produção em funcionamento.

A organização estima que seriam necessárias aproximadamente 20 refinarias em escala comercial para atingir o volume exigido. Contudo, nenhuma nova decisão final de investimento em instalações de e-SAF foi tomada no último ano.

“Parece que este será mais um ano decepcionante para a produção de SAF”, disse Willie Walsh, diretor-geral da IATA. “O caminho para atender a 65% de nossas necessidades em 2050 está se tornando cada vez mais difícil a cada ano de políticas governamentais ineficazes e com o manifesto desinteresse das empresas petrolíferas”, Walsh apontou. Walsh acrescentou que o atual gargalo no fornecimento de petróleo, devido à guerra entre o EUA e Israel com o Irã, e os consequentes aumentos de preços, deveriam tornar ainda mais urgente o desenvolvimento de energias renováveis, incluindo o SAF. “Mas ainda não vimos o choque energético, a necessidade de desenvolver independência energética e empregos, ou a urgência de mitigar as mudanças climáticas se materializarem nos incentivos necessários para criar um mercado viável de SAF”, disse Walsh. [EL] – c/ fonte